No aniversário de X. M. Pereiro

O aniversário de Xosé Manuel Pereiro propiciou um encontro que não se pode bem descrever, pois há sensações tão densas, profundas e ricas para as que talvez o mistério é a alegoria que melhor conta o que aconteceu, com sua tentativa de querer dizê-lo tudo sem ser capaz de falar. A intenção é, no fundo, aquilo que mais nos diz das pessoas.Xose Manuel Pereiro por Alfredo Ferreiro 2016-09-17

Foto: Na festa de aniversário de Xose Manuel Pereiro, por Alfredo Ferreiro. Atuação de Ondas Martenot em Santa Cruz, 17 de setembro de 2016.

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A quem serve o congresso do Pen em Ourense?

Juan Oliver (Público): «[…] El congreso del PEN International, el club de escritores más prestigioso del mundo, se celebrará este año en Ourense a partir del 26 de septiembre. Es decir, el día después de las autonómicas. Feijóo quería convocarlas para octubre, lo que le hubiera permitido ensalzar su imagen arropándose de escritores famosos en plena precampaña. Ahora no sólo no podrá hacerlo, sino que el adelanto electoral se ha cargado el congreso. El día después del 25-S, lo que pase en la asamblea del PEN va a interesar bastante poco a la ciudadanía, y la cobertura mediática será considerablemente limitada.

Los prolegómenos del congreso estuvieron precedidos de enormes irregularidades made in Galicia. La directiva del PEN gallego está dirigida por el poeta Luis González Tosar, antiguo protegido de Manuel Fraga que sufrió una oscura etapa de ostracismo después de que en el Parlamento gallego se votara una moción reclamando una investigación sobre sus actividades en Cuba como conseguidor del PP. Se le acusaba, entre otras cosas, de estafar a descendientes de emigrantes gallegos, especialmente ancianos, haciéndoles firmar poderes notariales a su favor para administrar herencias y acabar haciéndose a bajo precio con tierras, fincas e inmuebles en Galicia.

Hace pocos meses, Tosar volvió a protagonizar una nueva polémica. Los estatutos del PEN obligan a celebrar elecciones cada cuatro años, pero él se mantuvo en la presidencia incumpliendo esa norma durante lustros. Pero para organizar el congreso y darle a Feijóo la foto que necesitaba, había que cumplirla. Así que en febrero pasado se convocaron elecciones para renovar la junta directiva del club.

González Tosar se negó a facilitar el listado de socios, lo que impidió que se formalizaran candidaturas alternativas, y presentó una lista con personas que ni siquiera le habían dado su plácet para figurar en ellas. Tras la asamblea, anunció los resultados por Facebook: en la lista inicial había nueve vocales, pero en la que se dio por elegida (en su mayoría por voto delegado) desaparecieron tres, entre ellos el escritor Suso de Toro. Otros dos supuestos candidatos comunicaron posteriormente su renuncia ya que ni siquiera sabían que figuraban en la directiva […]». {Ler mais “La foto de campaña que no va a tener Feijóo | Diario Público“}

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Apresentação do 82º Congresso Internacional do Pen Club

Carlos Asensio (La Región): «[…] Este año se presentan bajo el lema “Erguendo pontes literarias”. Uno de los organizadores de este congreso literario, Xavier Castro, resaltó que como novedad este año habrá representación de numerosos países africanos así como “Coreanos do Norte exiliados, Líbaneses e de Bangladesh entre outros”.

La escritora y miembro de la comisión organizadora, Inma López Silva, especificó que esta edición del PEN Congress girará sobre dos ejes fundamentales: “Por un lado pretendemos que o PEN Club galego sexa unha ponte entre o PEN europeo coa lusofonía e, por outra banda, será unha ocasión de aproximar a literatura galega ao mundo”. Ya que la anterior edición de Santiago en 1993 “xa lle abríu un oco”, aseguró.

Por su parte, el responsable de la sección gallega del PEN, Luis González Tosar adelantó que en esta edición habrá invitados muy destacados como Claudia Piñeiro, Yolanda Castaño, Manuel Rivas, Laura García Lorca o Xosé Luís Méndez Ferrín, entre otros. Tosar destacó la entrega de los Premios Rosalía de Castro como novedad este año, que se entrega “aos mellores escritores en castelán, galego, euskera e portugués” y que en esta edición han recaído sobre Almudena Grandes; la premio de Literatura Infantil de Cabo Verde, Dina Salústio, el poeta catalán Alex Sussana y la vasca Mariasun Landa. Tosar apuntó que en Galicia “hai creación literaria e escritores e solo falta darse a coñecer”.

Dentro del programa de actos, además de la asamblea general de delegados, habrá mesas redondas , reuniones de los comités de paz, traducción y derechos lingüísticos y mujeres escritoras. También harán una exposición dentro del “Proxecto Libertas” con el fin de potenciar la libertad de expresión como un derecho del ser humano.» {Ler completo “Ourense se convierte en capital literaria mundial – El 82 PEN Congress trae a la ciudad a 250 escritores de todo el globo“}

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Tolerância gráfica

Há já tempos que vimos advogando pública e privadamente pela promoção de uma nova atitude de rotunda tolerância gráfica, nada nova certamente para quem quiser ouvir (cfr. “O galego e os limites imprecisos do espaço lusófono” do professor Xoán Lagares). Uma atitude necessária, democrática e fraterna entre todos os utentes da língua galega, conscientes da luta por um objetivo comum perante as afrontas constantes dos poderes antigalegos e o declínio permanente da cultura. Se o patriotismo existe e serve para algo, não deve ser muito mais do que isto. Por isso o manifesto “O fim do Apartheid”, publicado por um pequeno grupo de pessoas entre as que figura Teresa Moure, me resultou tão grato.

A proposta, se bem entendida, só pode ser boa para a nossa língua. Defendem o possível convívio de vários modos de grafar o galego, de modo que se convertesse em natural apresentar-se a prémios, publicar livros, colaborar na imprensa, figurar nos livros de texto, aceder a prémios da crítica, etc, em qualquer normativa que fosse, e para isso tentam exorcizar a censura ativa e passiva que incontestavelmente sofrem as obras reintegracionistas apelando ao melhor espírito galeguista das agentes culturais, tanto criadoras quanto técnicas.

No entanto, alguns intelectuais não chegaram a compreender o positivo da proposta, embora tenham muito dignamente ocupado seu tempo em valorizá-la. […] Ler mais

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Debates político-literários

Xavier Alcala por Nifunifa«Há tempos que, por regra, não há debates de peso na intelectualidade do país. Será que a vida política, que balança do roubo nas arcas públicas ao messianismo mais superficial, produz um fastio paralisante nas plumas galegas. Mas existem, no entanto, exceções como o Xavier Alcalá, que vem livrando em solitário uma guerra pola dignidade do Centro Pen de Galicia, segundo as declarações que como aprendiz de outsider não deixo de seguir (cfr. “Centro Pen” no blogue O levantador de minas).

Nesta ocasião o professor Alcalá houvo de trazer para a mesa velhos argumentos para defender algo básico: não se pode falar em literatura galega —enquanto a língua galega ainda não desaparecer— sem assumir que a escolha linguística é uma marca de galeguidade incontornável. […] Ler mais

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Maria Dovigo: "Só quem cria é que vê longe"

«[…] Toda essa comunidade cultural que vai da Galiza à Irlanda e mais além, que não passa pelo centro de um império, é invisível e impossível para muitos. Ao fazer a interpretação histórica de Espanha, é lugar comum nunca completamente contestado que a Espanha seria impensável sem o culto jacobeu. Américo Castro até dizia a meados do século XX que sem a referência de Santiago, a Espanha seria uma continuação do norte de África. Mas quer ele quer Claudio Sánchez-Albornoz, os que mais refletiram sobre o fenómeno jacobeu no século XX como estruturante da Espanha cristã, mostram a sua perplexidade porque um fenómeno cultural e político de tal dimensão tivesse assento na Galiza, que “no tuvo significación perceptible bajo los romanos ni en época visigoda”, como diz Américo Castro. Para alguns, e vem sendo a narrativa dominante, não há outra possibilidade cultural se não a que se transmite de império para império, literária e institucionalizada, como se os humanos não fossem sempre mais criativos e inovadores lá onde os centros imperiais não têm domínio, como nas ilhas gregas onde nasceu o pensamento científico e a especulação filosófica. Ou como se não fosse cultura aquela que vai na palavra viva e não escrita que recebemos como o pão na casa familiar. Nunca compreenderão porquê são uns imperialistas fracassados, porque deles só é o braço que executa e a espada que corta e nossa é a cultura que se vai filtrando sem que eles consigam fugir a ela, a cultura da que precisam viver como homens simples entre o mar e o céu. Porque matar é o contrário de dar vida e só quem cria é que vê longe […]».

Gostei imenso deste artigo de Maria Dovigo publicado no Portal Galego da Língua. Porém, a proeminência medieval galega no religioso e no cultural sim deveu ter correspondência no terreno político e no económico, mas a historiografia espanhola oculta ou não quer ver esta realidade. […] Ler mais

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“A ollada do señor Manuel” (Grial 209)

Manuel Molares por Nifunifa 1

Manuel Molares por Nifunifa (2016)

«Os cen anos de Manuel Molares pesan no meu cerebro como un concepto imposible de asumir. Por fóra co seu abrigo incólume, a súa gravata no punto e o seu aquelado chapeu; por dentro unha guerra enteira que non cesa, con marchas baixo o fogo inimigo, a primeira liña ás ordes do inimigo, a posguerra acosado polo inimigo, sometido ás ultraxes do inimigo, tolerando os privilexios do inimigo, calando ante as mentiras do inimigo, sufrindo as leis e as ilegalidades do inimigo… E face a isto, un corazón heroico que nunca deixou de encomendarse a Deus e nin de traballar polos homes. […] Ler mais

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