II Festa da Literatura de Chaves (FLIC II)

Na próxima quarta-feira, 8 de novembro terá início a II festa da Literatura de Chaves, tendo como entidade organizadora o Clube dos Amigos do Livro de Chaves, instituição que pertence ao Rotary Club de Chaves. Este evento tem como finalidade a divulgação da literatura na cidade e na região apostando quase em exclusivo em autores flavienses e transmontanos em número superior a duas dezenas.

A FLIC II irá contar com onze mesas de trabalho, decorrendo três delas na sede dos Agrupamentos de Escolas de Chaves, uma no Estabelecimento Prisional, outra no Regimento de Infantaria e por último na Biblioteca de Verín em cooperação com o Clube de Leitura local. As restantes cinco mesas terão lugar no salão nobre do Rotary Club de Chaves. A esta festa associa-se uma exposição de arte (escultura e cerâmica), música, dança e pequenos excertos teatrais. Na manhã de sábado, dia 11, haverá um Peddy Paper literário com os escritores a percorrerem os lugares mais emblemáticos da cidade.

Este evento conta com o apoio da Universidade Sénior e várias outras instituições da cultura local esperando-se uma boa adesão do público.

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Oportunamente serão todos os autores contactados pela empresa Traga Mundos que se encarregará da venda dos livros que cada autor lhe enviar a titulo pessoal ou através da sua editora. A venda de livros nada tem a ver com a organização do evento. Para além da literatura acontecerão uma mesa de arte, uma exposição de pintura, e momentos de música e teatro associados.

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Programa (cf. PDF): […] Ler mais

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Femmes fatales e bruxas

22552737_1148675785234039_7825358080057324432_n«Cañas Con Crea: Femmes Fatales y Brujas. Evento criado por FKM, Festival de Cinema Fantástico da Coruña. Sábado, 21 de Outubro às 19:30 – 21:00. Fundación Luis Seoane. R/ San Francisco, 27, 15001 Corunha. Desde que Eva comió la manzana del árbol de la ciencia y del bien y el mal, echando así a la humanidad del Paraíso, la mujer ha venido siendo en la mayoría de las culturas la encarnación del mal, siendo en el mundo del cine donde de manera más precisa fue representada y estereotipada esta relación. La mujer representada co mo la bruja, la femme fatal y la vampira son las malas favoritas del celuloide y su representación más habitual en la cultura popular. De su historia e influencia se hablará de manera crítica en este debate.
Ponentes: Montserrat Hormigos Vaquero (periodista y escritora), Elisa McCausland (periodista, crítica e investigadora) y Alexia Muiños (directora y guionista de cine).
Modera: María Núñez (codirectora FKM)
».

As protagonistas da palestra falaram em bruxas de filmes, super-heroínas de banda desenhada e femmes fatales de policiais a branco e preto. Interessante tudo, mas a bruxa é uma mestra espiritual vinculada a uma tradição ancestral. Depois do racionalismo e o clímax do patriarcado da Igreja passa a ser um mito quase como um dragão, do mesmo modo que os alquimistas e outros esotéricos perseguidos pelo positivismo estatalista, mas sempre sofrendo o ataque machista da burguesia contemporânea. E serve na modernidade como estigma para a mulher independente, necessariamente considerada anti-sistema por pôr em questão sua função dentro do quadro da família burguesa e por isso sempre fortemente combatida socialmente pelo Poder.

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“Os aforismos do riso futurista (Autores galegos polo aforismo)”

Os aforismos do riso futuristaOs textos abaixo publicados pertencem ao livro Os aforismos do riso futurista (Autores galegos polo aforismo), coordenado por Francisco Pillado e Xavier Seoane (Edicións Xerais, 2017), e composto polo contributo coletivo de 48 autores.

1. A audácia é a supérflua genialidade do nosso tempo

2. A moda é a esteira das mentes criativas

3. Os sonhos são uma realidade difícil de assumir

4. Para alguma gente a vida divide-se entre dinheiro e hipóteses de negócio

5. Neste mundo tudo se repete de um jeito distinto cada vez

6. A vida consiste em sucessivas mutações do amor

{Palavra Comum}

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Solidariedade da AELG com a Associació d’Escriptors en Llengua Catalana, controlada polo Estado Espanhol

AELG logo«A AELG solidarízase coa Associació d’Escriptors en Llengua Catalana e esixe que remate a vixilancia especial contra as institucións literarias catalás.

A Asociación de Escritores e Escritoras en Lingua Galega, AELG, manifesta publicamente a súa solidariedade coa Associació d’Escriptors en Llengua Catalana, AELC, na denuncia do sometemento a «vixilancia especial» da Institució de les Lletres Catalanes e o Servei de Biblioteques de la Generalitat. Isto significa que teñen intervidas as contas e as partidas reservadas para as actividades, é dicir, dun golpe o goberno central vén de pór a 0€ estas institucións, impedindo a realización das actividades culturais que lles corresponden.

No caso concreto do Servei de Biblioteques suspéndense, segundo afirmou o propio servizo, actividades de fomento da lectura, xornadas profesionais, traballos do catálogo e do carné único ou a compra de libros.

Desde a AELG expresamos o noso apoio e a nosa solidariedade cos escritores e escritoras catalás e denunciamos esta persecución sen límites contra a cultura catalá. Non existe ningún motivo, ningunha razón, ningún argumento legal nin paralegal, que xustifique unha actuación que é contraria a un sistema que se autoproclama democrático.

A AELG esixe que se poña fin á vixilancia especial contra estas institucións e o que é, de feito, unha persecución contra a cultura e a lingua catalás.

A AELG envía unha fraternal aperta ás e aos colegas da Associació d’Escriptors en Llengua Catalana e exprésalles o seu apoio na súa denuncia desta intervención inxustificábel.

23 de setembro de 2017

O Consello Directivo da Asociación de Escritoras e Escritores en Lingua Galega (AELG)»

{mais informação na Associació d’Escriptors en Llengua Catalana}

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Mia Couto convida Hirondina Joshua: "Só a poesia lê o mundo"

«Nesta rubrica apresentarei os valores novos da literatura moçambicana.
A primeira escolha recaiu sobre Hirondina Joshua, uma jovem poeta ainda sem livro publicado mas já um nome de referência naqueles que estão fadados a manter viva a herança dos nossos grandes poetas como José Craveirinha, Noémia de Sousa, Heliodoro Baptista, Eduardo White.
Conheci a obra de Hirondina antes da pessoa. Era visível por aqueles primeiros textos que me chegaram que a poesia habitava aquela alma.
Quando, por fim, conheci a mulher fiquei surpreso, Magra, quase sem corpo. Tímida quase sem voz. Hirondina Joshua Os Ângulos da Casa 300pxDepois, se percebe: a energia de Hirondina está toda na palavra. Desde 1987, ano em que nasceu, esta moçambicana olhou o mundo pela janela da sensibilidade poética. As profundas rupturas e transições vividas por Moçambique pediam um olhar que apenas a poesia pode dar conta.
Um livro de Hirondina Joshua anuncia-se para breve. Valerá a pena ler esses poemas e todos os outros que se encontram publicados em revistas e jornais. É esta vencedora de uma menção extraordinária do Prémio Mundial de Poesia Nósside na sua edição de 2014 que tenho o gosto de vos apresentar. São apenas dois dos poemas breves mas que, estou certo, são emblemáticos da qualidade da escrita poética de Hirondina.
Talvez esta poesia nos ajude a todos a ler o nosso próprio país.»

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Prelúdio
Como é que se escreve um olhar?
E um devaneio, sabes?
Para quê é preciso um coração? E uma alma o que é?
Diz-me se sabes a cor do vento.
A paixão com que o mar nos prende.
Diz-me e por favor não poetizes nem filosofes.

“Alquimia do fogo” 2
Repara no que há dentro do fogo antes dele arder.
Não olhes as cores lentas do vermelho, laranja, amarelo nem as azuladas que se deixam fazer no brilho da luz.
Vê esta substância intáctil nos poros da retina. A nudez que se veste nesta condição.
Repara dentro, bem a fundo a mestria com que se tece um coração alado.

{In Revista Índico, nº 39, pags. 84-85, Setembro-Outubro 2016}

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“O canto da sereia”, por Samuel F. Pimenta

Samuel Pimenta na Crunha 2016 por Alfredo Ferreiro 1200px«[…] Apesar de todo o reconhecimento da Galiza como parte fundamental — e genética — da Língua Portuguesa, não é a legitimação estatal e institucional a definir a importância daquele território no seio da história e do futuro da nossa Língua, até porque tais reconhecimentos são, frequentemente, motivados por movimentos estratégicos, que facilmente podem conduzir à instrumentalização em função de agendas de interesses. A Galiza já era indispensável para a consciência linguística do português antes de todo o reconhecimento institucional dos últimos anos, reconhecimento esse que considero importante, mas jamais um substituto das relações vivas que sempre existiram entre galegos e outros falantes da Língua, nomeadamente com os portugueses. Sabemos como os Estados tendem a apropriar-se da memória, e a CPLP é, antes de mais, uma representação dos Estados, por isso lembro que os Estados e as instituições só se viram na inevitabilidade de reconhecer o valor da Galiza para o português porque, antes de nós, homens e mulheres, durante séculos de História, resistiram para que a memória da Língua não se perdesse — e continuarão a fazê-lo. A adesão da AGLP à CPLP é apenas mais um ponto na longa cronologia da resistência da Galiza dentro do Estado Espanhol. Sim, porque é disso que se trata, de resistência.

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“Periferias” do Festival Noroeste 2017

Este foi o resultado do nosso trabalho dentro da equipa #Periferias (Inés Inés Pose Regueiro, Nerea Mesias Rabuñal, Jorge Lama e Alfredo Ferreiro) no atelier #NoroesteVideocamp 2017 promovido por Coruña Dixital no âmbito do Festival Noroeste Estrella Galicia. […]

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#Periferias ~ Noroeste Videocamp 2017

#Periferias é o noso proxecto audivisual dentro do Noroeste Videocamp 2017 de Coruña Dixital. Esta é unha pequena mostra da visión “periférica” do Festival Noroeste Estrella Galicia 2017 por un inspirado equipo composto por Inés Pose, Nerea Mesías, Jorge Lama e mais eu.

http://olevantadordeminas.algueirada.com/wp-content/uploads/2017/08/periferias-previo.mp4

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Festival Noroeste Estrella Galicia 2017

Resumo do Festival Noroeste Estrella Galicia 2017. Seis días de música na Coruña, con 60 bandas e artistas na praia e as prazas da cidade. […]

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