Manifesto para uma lusofonia universal

Teño que agradecer a nota de Chrys Chrystello sobre a publicación do seu artigo n’O primeiro de janeiro, un auténtico alegato en favor do entendimento de todas as comunidades lusófonas para a preservación do noso ben común mais prezado, que na época das comuniciacións non pode ser outro que a capacidade real da comunicación directa: “Desconheço quando, como ou porquê se usou o termo pela primeira vez, mas quando cheguei da Austrália (a Portugal) fui desafiado pelo meu saudoso mentor, José Augusto Seabra, a fazer os Colóquios da Lusofonia. […] Desde então, ao contrário do mundo ocidental que confunde multiculturalismo com islamismo e outros ismos, tenho definido a minha versão de Lusofonia. Mas o que entendo como Lusofonia é aquilo que foi expresso ao longo destes últimos anos, em cada um dos Colóquios, e que abaixo resumo. Esta minha visão é das mais abrangentes possíveis, e visa incluir todos na Lusofonia que não tem de ser Lusofilia nem Lusografia e muito menos a Lusofolia que por vezes parece emanar da CPLP, e outras entidades. Se ao menos alguém quiser aceitar esta minha versão, muitas pontes se poderão construir onde hoje só existe má vontade e falsos cognatos.”

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2 comments to Manifesto para uma lusofonia universal

  • José António Lozano

    Adiro (ainda que seja moralmente) a esta proposta de Chrys Chrystello. Parece-me positiva, abrangente e respeitosa. As más vontades e os falsos cognatos surgem provavelmente de que sempre há quem se obceque em defender uma parcela da sua verdade acima das outras. Estas pessoas ou facções no fundo põem grilhos nos pés a si próprios. É tempo de trabalhar em várias dimensões da experiência tecendo e reconstituindo um “ethos”, uma ética (que originariamente significa lugar, e só depois morada) nos empreendimentos comuns. As línguas como matrizes das diferentes famílias humanas deveriam fazer reflectir sobre a necessidade de conjuntar os esforços para uma compreensão comum dos problemas que nos está a pôr o planeta. Não há tempo para falsos cognatos e más vontades. Não, não há tempo.

  • José António Lozano

    Adiro (ainda que seja moralmente) a esta proposta de Chrys Chrystello. Parece-me positiva, abrangente e respeitosa. As más vontades e os falsos cognatos surgem provavelmente de que sempre há quem se obceque em defender uma parcela da sua verdade acima das outras. Estas pessoas ou facções no fundo põem grilhos nos pés a si próprios. É tempo de trabalhar em várias dimensões da experiência tecendo e reconstituindo um “ethos”, uma ética (que originariamente significa lugar, e só depois morada) nos empreendimentos comuns. As línguas como matrizes das diferentes famílias humanas deveriam fazer reflectir sobre a necessidade de conjuntar os esforços para uma compreensão comum dos problemas que nos está a pôr o planeta. Não há tempo para falsos cognatos e más vontades. Não, não há tempo.