Poesía indispensábel na rede

O número 34 da revista dixital sèrieAlfa, con responsabilidade de Joan Navarro, ofrécenos baixo o título Una llum del nord [Quatre poetes gallecs] textos de catro poetas galegos: Olalla Cociña, Pedro Casteleiro, Modesto Fraga e Xavier Vásquez Freire. Do noso colaborador Pedro Casteleiro seleccionamos este polidísimo poema:

A casa vazia

Desde sempre me lembro da nossa casa vazia,
vejo-a ali, onde a pintei em pequeno, nossa
casa na enorme solidão da memória.
Nossa casa cheia de vozes enterradas nas paredes,
nossa casa chorando ao norte dançando ao sul
como uma mulher que de repente vivesse
todas as idades
desde a manhã
até ao roxo entardecer do sangue.

Desde sempre desejei conhecer a nossa casa de vinho
desde sempre, no centro da colina, cantei à nossa casa,
nossa casa vazia no centro da memória.

Os poemas nesta revista ofrécense en varias linguas, para alén da orixinal. As versións francesas dos poemas de Pedro Casteleiro son de François Davó.

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2 comments to Poesía indispensábel na rede

  • Ramiro

    Gosto deste poema, caro Pedro. Aguardo partilhar o vinho oculto nessa casa, que também rememoro e sinto como destino próprio e universal.
    E também é de celebrar a festa da(s) palavra(s) que nessa página há. Festa da(s) palavra(s) e da(s) língua(s), a fertilizarem o nosso coração um tanto, digamos, sefardita.

  • Ramiro

    Gosto deste poema, caro Pedro. Aguardo partilhar o vinho oculto nessa casa, que também rememoro e sinto como destino próprio e universal.
    E também é de celebrar a festa da(s) palavra(s) que nessa página há. Festa da(s) palavra(s) e da(s) língua(s), a fertilizarem o nosso coração um tanto, digamos, sefardita.