O xiro postal, de Ousmane Sembène

O vindeiro mércores 12 de marzo ás 20 horas na sala de prensa da Fundación Caixa Galicia da Coruña (no edificio dos Cantóns) preséntase o libro O xiro postal, de Ousmane Sembène.

Acabo de rematar de ler O xiro postal, por recomendación de Martin Pawley, bo amigo e epiloguista da novela. Gostei inmenso, porque é a primeira historia sobre negros, si, é unha novela sobre negros, que leo escrita por un negro que, ademais non ten interese ningún por ser branco porque iso non fai sentido que marque ningunha direfenza, o asume con perfecta naturalidade.

O xiro postal xira arredor de como as dificultades burocráticas dun cidadán de segunda se entrecruzan cos principios éticos e o que dirán. O feito de que non sintamos simpatía algunha polo protagonista non evita que a empatía ou compaixón cara a situacións polas que ninguén debera pasar se apodere de nós nas páxinas finais.

Adubada cunha riqueza lingüistica que reflicte unha tradución moi eficiente, este localista xogo de voces da rúa convertido en novela podería trasvasarse a unha aldea galega de hai non tantos anos e ninguén diría que non fora escrita por un branco.

Un novo tesouro que Rinoceronte Editora saca á luz. E como sei que hai un feixe de mestres que seguen este blogue, gostaría de dicirlles que é un estupendo relato en todos os sentidos para os rapaces que teñen nas aulas. A min teríame encantado se o tivese pillado aos quince ou aos dezaseis.

T. M.

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21 comments to O xiro postal, de Ousmane Sembène

  • […] Na nosa mesa partillamos a alegría polos premiados outros nominados daquela noite. Eduardo Estévez, polo seu poemario Construcións, e María Isabel García Fernández, pola tradución d’ O xiro postal. […]

  • […] Na nosa mesa partillamos a alegría polos premiados outros nominados daquela noite. Eduardo Estévez, polo seu poemario Construcións, e María Isabel García Fernández, pola tradución d’ O xiro postal. […]

  • […] Na nosa mesa partillamos a alegría polos premiados outros nominados daquela noite. Eduardo Estévez, polo seu poemario Construcións, e María Isabel García Fernández, pola tradución d’ O xiro postal. […]

  • […] Na nosa mesa partillamos a alegría polos premiados outros nominados daquela noite. Eduardo Estévez, polo seu poemario Construcións, e María Isabel García Fernández, pola tradución d’ O xiro postal. […]

  • Eu tamén gustei moito deste texto, Rinoceronte sempre atina coas traduccións. Aproveito para recomendarvos a excepcional película “Mooladé” de Ousmane Sembéne

  • Eu tamén gustei moito deste texto, Rinoceronte sempre atina coas traduccións. Aproveito para recomendarvos a excepcional película “Mooladé” de Ousmane Sembéne

  • Eu tamén gustei moito deste texto, Rinoceronte sempre atina coas traduccións. Aproveito para recomendarvos a excepcional película “Mooladé” de Ousmane Sembéne

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  • Ainda bem que te exprimes! Cheguei a pensar que pretendias organizar um safari. Desculpa. Eu também concordo no interesse desse projecto editorial.

  • Ainda bem que te exprimes! Cheguei a pensar que pretendias organizar um safari. Desculpa. Eu também concordo no interesse desse projecto editorial.

  • Ainda bem que te exprimes! Cheguei a pensar que pretendias organizar um safari. Desculpa. Eu também concordo no interesse desse projecto editorial.

  • Ainda bem que te exprimes! Cheguei a pensar que pretendias organizar um safari. Desculpa. Eu também concordo no interesse desse projecto editorial.

  • Ernesto

    Não é isso, caro. Sofisticadinha é carinhoso.

    A editora é elegante, sóbria, edita bons textos em uma linha editora que lembra as propostas da Italiana Adelphi.

    Mas eu como curioso da industria editora galega, tenho mais interesse no sucesso (ou insucesso) das boas propostas editoras que nos textos (de qualidade ou não).

    Tenho muito interesse em saber que acontece com este tipo de apostas difíceis em mercados tão complexos, dependentes e limitados, sempre com a olhada posta em algum dia existir um mercado do livro a sério na Galiza.

    Mercado (público) sem o que os autores nunca vão poder se dedicar a sério à literatura.

    Rinoceronte é um caso que me interessa. Gostei da aposta, mas é também como a metáfora do seu nome, formoso é poderoso à carreira na savana… em plena seca.

  • Ernesto

    Não é isso, caro. Sofisticadinha é carinhoso.

    A editora é elegante, sóbria, edita bons textos em uma linha editora que lembra as propostas da Italiana Adelphi.

    Mas eu como curioso da industria editora galega, tenho mais interesse no sucesso (ou insucesso) das boas propostas editoras que nos textos (de qualidade ou não).

    Tenho muito interesse em saber que acontece com este tipo de apostas difíceis em mercados tão complexos, dependentes e limitados, sempre com a olhada posta em algum dia existir um mercado do livro a sério na Galiza.

    Mercado (público) sem o que os autores nunca vão poder se dedicar a sério à literatura.

    Rinoceronte é um caso que me interessa. Gostei da aposta, mas é também como a metáfora do seu nome, formoso é poderoso à carreira na savana… em plena seca.

  • Ernesto

    Não é isso, caro. Sofisticadinha é carinhoso.

    A editora é elegante, sóbria, edita bons textos em uma linha editora que lembra as propostas da Italiana Adelphi.

    Mas eu como curioso da industria editora galega, tenho mais interesse no sucesso (ou insucesso) das boas propostas editoras que nos textos (de qualidade ou não).

    Tenho muito interesse em saber que acontece com este tipo de apostas difíceis em mercados tão complexos, dependentes e limitados, sempre com a olhada posta em algum dia existir um mercado do livro a sério na Galiza.

    Mercado (público) sem o que os autores nunca vão poder se dedicar a sério à literatura.

    Rinoceronte é um caso que me interessa. Gostei da aposta, mas é também como a metáfora do seu nome, formoso é poderoso à carreira na savana… em plena seca.

  • Ernesto

    Não é isso, caro. Sofisticadinha é carinhoso.

    A editora é elegante, sóbria, edita bons textos em uma linha editora que lembra as propostas da Italiana Adelphi.

    Mas eu como curioso da industria editora galega, tenho mais interesse no sucesso (ou insucesso) das boas propostas editoras que nos textos (de qualidade ou não).

    Tenho muito interesse em saber que acontece com este tipo de apostas difíceis em mercados tão complexos, dependentes e limitados, sempre com a olhada posta em algum dia existir um mercado do livro a sério na Galiza.

    Mercado (público) sem o que os autores nunca vão poder se dedicar a sério à literatura.

    Rinoceronte é um caso que me interessa. Gostei da aposta, mas é também como a metáfora do seu nome, formoso é poderoso à carreira na savana… em plena seca.

  • A obra referenciada é interessante, o autor é interessante, e a leitura, do ponto de vista de quem escreve a nota, recomendável. A editora é sofisticadinha? Não sei, mas acredito que muitas há que nem sabem o que significa “sofisticado” (nem querem saber, até porque lhes deve parecer conceito estrangeiro).

  • A obra referenciada é interessante, o autor é interessante, e a leitura, do ponto de vista de quem escreve a nota, recomendável. A editora é sofisticadinha? Não sei, mas acredito que muitas há que nem sabem o que significa “sofisticado” (nem querem saber, até porque lhes deve parecer conceito estrangeiro).

  • A obra referenciada é interessante, o autor é interessante, e a leitura, do ponto de vista de quem escreve a nota, recomendável. A editora é sofisticadinha? Não sei, mas acredito que muitas há que nem sabem o que significa “sofisticado” (nem querem saber, até porque lhes deve parecer conceito estrangeiro).

  • A obra referenciada é interessante, o autor é interessante, e a leitura, do ponto de vista de quem escreve a nota, recomendável. A editora é sofisticadinha? Não sei, mas acredito que muitas há que nem sabem o que significa “sofisticado” (nem querem saber, até porque lhes deve parecer conceito estrangeiro).

  • Ernesto

    Rinoceronte é essa editora sofisticadinha que não acredita na experiência da edição mundial, nem nos indicadores do mercado galego, não?