Para o Márcio-André, este poema radioativo-irradiante

O poeta acorda nas
palavras estalantes,
caminha por jardins
pulsando corpo adentro
como galáxias iniciais:
esquecido o seu nome,
lança-se a um oceano
inextinto até saciar a
sede de céu irradiante
que sonha sob os olhos
de espuma imemorial.
Sabe arder à noite,
atravessando a janela
impossível sobre
a dança do universo,
entusiasmado pelos
corpos que se decifram
e descobrem como
luminosidade entrante no
magma do vazio inebriado.

Ramiro Torres. Julho de 2013

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