«Um povo unido como única opção de sobreviver»

A alcaldesa de Mondonhedo, Elena Candia (PP), no passado mês de junho dixo que “el pueblo que huye de sus tradiciones y de su conciencia renuncia a su identidad y a su alma“, e também ressaltou que, do modo que “todos respetamos esa pluralidad de opciones válidas, también exigimos que respeten nuestra voluntad de seguir siendo un pueblo unido como única opción de sobrevivir“. Assim aludia aos alcaldes d’ Acrunha e de Santiago, Júlio Ferreiro e Martinho Noriega, ausentes num evento religioso anual.

Há citações que se não podem traduzir, e esta é uma delas. Sendo como é a alcaldesa de uma vila galega, imaginem que tivesse falado em galego e dixesse, como sempre dixérom os galeguistas de toda a época: “O povo que foge das suas tradições e da sua consciência renúncia à sua identidade e à sua alma; todos respeitamos essa pluralidade de opções válidas, também exigimos que respeitem a nossa vontade de seguir sendo um povo unido como única opção de sobreviver”.

Falar numa língua pode significar impôr uma cultura e condenar outra, por muito própria que se considerar legalmente, à extinção premeditada.

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