“Ostrácia é um não território”

Fotografia da performance e promoção do romance Ostrácia, de Teresa Moure

Inessa Armand (Teresa Moure) e Lenine (Suso Sanmartin) apresentando Ostrácia no Culturgal

Na sequência da promoção do romance Ostrácia, de Teresa Moure (Através Editora) no contexto do Culturgal 2015. Fotografia a partir de fotograma do vídeo de Alfredo Ferreiro.

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1 comment to “Ostrácia é um não território”

  • ranhadoiro

    Ostrácia não é um território, é um refúgio interior, onde há muita gente encerrada. Teresa Moure com Ostrácia da passos para ela sair da sua Ostrácia
    A Teresa Moure não tem sangue nas veias, é uma pândega bacana, e a ela pelas veias corre-lhe letra, muita letra, e quando as abre, quando faz doação do seu sangue para as nossas reservas de sobrevivência nacional, eis que jorra literatura…
    Porém a outra cousa que tem a condenada essa da Teresa Moure, é muito amor, o amor transpira em toda ela, e não há desodorante para isso, e claro a sua literatura inçada de esse amar converte-se em militante, ela é toda uma militante dum sweet agit-prop nacional inabalável; e as vezes o amor faz dano não a quem o recebe -todos nós abençoados por isso-, se não a quem o dá, ao não receber de volta todo o que se aguarda, pois uma fica exaurida se não recebe a compensação necessária para encher o saco, a sua sacolinha do amor, e claro, tem de refugiar-se na sua ostrácia.
    Menos mal que a sua ostrácia tem tangentes que permitem-nos a todos e todas, encerrados no círculo sem saída, entupir as ventas com os seus eflúvios, e se a amarmos como é merecente, vai ganhar o país. ela, e a literatura, pois a tangente seria uma espiral e nós não mais iamos lá estar atrancados
    Leiam Teresa Moure, paga a pena

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