Día Mundial da Poesía en Arteixo

Recital Dia Mundial da Poesia en Arteixo

Día Mundial da Poesía

Recital poético conmemorativo

Auditorio do Centro Cívico e Cultural de Arteixo

Venres, 17 de marzo de 2017, ás 20:30 hs

Con motivo da celebración do Día Mundial da Poesía, proposto pola UNESCO para cada 21 de marzo, o escritor Alfredo Ferreiro organiza e presenta un recital poético-musical que contará cun nutrido elenco elenco de artistas nacidos ou residentes en Arteixo:

Poetas (recitarán obra propia):

Lucía Alvedro (1º E.S.O. do IES Manuel Murguía de Arteixo)

Lara Boedo (1º E.S.O. do IES Manuel Murguía de Arteixo)

Rocío Blanco (Cee, 1977. Formadora e escritora)

Alba Figueroa (2º Bacharelato do IES Manuel Murguía de Arteixo)

Xosé Iglesias (Cee, 1974. Patrón de pesca, armador e escritor)

Tati Mancebo (A Coruña, 1969. Xestora cultural, formadora TIC e escritora)

Henrique Rabuñal (Pastoriza (Arteixo), 1962. Profesor, crítico literario e escritor)

David Rodríguez (2º Bacharelato do IES Manuel Murguía de Arteixo)

Roque Ruiz (2º Bacharelato do IES Manuel Murguía de Arteixo)

Gloria Sánchez (2º Bacharelato do IES Manuel Murguía de Arteixo)

Intérpretes musicais:

Ainhoa Carnota, saxofón (1º E.S.O. do IES Manuel Murguía de Arteixo)

Minerva Vázquez, acordeón (6º E.P. do CEIP de Arteixo)

Organiza e presenta:

Alfredo Ferreiro (A Coruña, 1969. Xestor cultural, escritor e coordinador literario do Certame de Narracións Breves Manuel Murguía de Arteixo)

Este acto conta co apoio das Concellerías de Cultura e Festas (Biblioteca e S. M.) e de Relacións coa Comunidade Educativa de Arteixo, ademais de coa inestimábel axuda do profesor Víctor Iglesias e da profesora Isabel Maturana, da Escola Municipal de Música e do Instituto de Educación Secundaria Manuel Murguía de Arteixo, respectivamente.

So long, Leonard

Tudo começa com a necessidade

Eu necessitei-te para escrever poesia, para cantar, para pensar, para sentir, para compreender que a verdade pode usar roupas singelas.

Escrevi esta canção há aproximadamente um mês. Registei a melodia diretamente, sem pensar; a letra também saiu só. Queria que soasse a ti e utilizar fragmentos das tuas canções para devolver-che algo de tudo o que me deras ao longo dos 32 anos que há que te conheço.

Gravei esta humilde versão com o telemóvel para começar a trabalhá-la com o amigo Tito Calviño e Nacho Pedrosa, o meu professor de percussão, com a ideia de convidar mais amigas músicas e mandar-cha logo. Com a tua morte o projeto já não faz sentido para mim. Mas a canção existe e para mim serviu.

Quando soube que morreras pensei que tinhas sido um homem afortunado a quem, com certeza, a vida oferecera oportunidades de viver em paz. Nesse momento comecei a receber mensagens de amigas que se lembraram de mim ao conhecer a notícia e emocionei-me muito.

A paz seja contigo, Leonard Cohen. A mim já me ajudaste a senti-la um pouco mais próxima.

Letra, música, guitarra e vozes: Táti Mancebo.

*

NOT SO HARD

It’s been so many years since I heard your song begin
It’s been so many maps that I sailed since in the dark
There were heroes in the seaweed across the days we’d save for life
There are chocolates in the boxes for our sisters in the night
There’ll be voices with the naked when we choose the precious few
My future will be your present, I am only passing through.

It’s been an easy trip as I felt you were with me
It’s been like running hard when your voice would fall apart
There were heroes in the seaweed across the days we’d save for life
There are chocolates in the boxes for our sisters in the night
There’ll be voices with the naked when we choose the precious few
Steer your way, get ready, wear a raincoat, dress in blue.

You know my fingerprints left no traces on your skin
I feel they’re growing fast when your song is good enough
There were heroes in the seaweed across the days we’d save for life
There are chocolates in the boxes for our sisters in the night
There’ll be no one, there’ll be nothing, there’ll be never any good
Now I know that I’m returning, I’m just coming back to you.

*

Tradução: NÃO TÃO DURO

Há tantos anos que escutei começar a tua canção
Há tantos mapas que comecei a navegar na escuridão
Havia heróis nas algas, através dos dias que gostaríamos de guardar para toda a vida
Há bombons nas caixas para as nossas irmãs na noite
Haverá vozes com as despidas quando escolhermos as mais valiosas
O meu futuro será o teu presente, eu simplesmente estou de passagem

Foi uma suave viagem desde que te senti comigo
Foi como correr a mil quando a tua voz desapareceu
Havia heróis nas algas, através dos dias que guardaríamos para toda a vida
Há bombons nas caixas para as nossas irmãs na noite
Haverá vozes com as despidas quando escolhermos as mais valiosas
Anda o teu caminho, prepara-te, leva gabardina, viste de azul

Sabes que as minhas pegadas não deixaram rasto sobre a tua pele
Sinto que medram rápido quando a tua canção é boa
Havia heróis nas algas, através dos dias que gostaríamos de guardar para toda a vida
Há bombons nas caixas para as nossas irmãs na noite
Não haverá ninguém, não haverá nada, nunca nada bom
Agora sei que estou a voltar, estou a voltar a ti.

Fotografia: Excerto da página oficial.

{Palavra comum}

Cultura que Une: Letras Galegas 2016

Proximamente acudiremos a Alhariz e Vilar de Santos para falarmos da nossa revista palavracomum.com e do último projeto de edição do Grupo Surrealista Galego.Cultura que une: Letras Galegas 2016

Liberdade, do Grupo Surrealista Galego

Liberdade, caixa de artistas ou objeto-livro criado polo Grupo Surrealista Galego e produzido artesanalmente por Manchea a partir da versão galega do poema homónimo de Paul Eluard, realizada por Xoán Abeleira. Com gravuras de Alba Torres, Ana Zapata, Alfredo Ferreiro, Laura Sánchez e Tono Galán.

À venda aqui. Contato: Laura Sánchez e Tono Galán: mailsamanchea@gmail.com.

Nota: A foto acima foi tirada na apresentação do Natal de 2015, em que os aviões da Liberdade voárom de novo.

Na esteira de Sefer Sefarad, de Pedro Casteleiro

Sefer Sefarad, livro de Pedro CasteleiroNa apresentação de Sefer Sefarad, de Pedro Casteleiro, os poetas Alfredo Ferreiro, Táti Mancebo e Ramiro Torres leram textos próprios inspirados num poema do livro apresentado. O ponto de partida foram o verso “Nossa casa cheia de vozes enterradas nas paredes”, pertencente ao poema «A casa vazia». Ei os poemas recitados pelos amigos do autor:

Traição a Pedro Casteleiro

Nossa casa cheia de vozes
enterradas nas paredes.
Nossa casa de torrões,
de minhocas e verdades
perseguidas por toupeiras
cegadas pola razão
de seus dentes e suas garras.

Nossa casa lua cheia
de sonhos e serpentes.
Nossa casa oráculo mudo
de vozes que se prostram
e se erguem
sobre a terra que não dorme
que nos vela e não se rende.

Nossa casa cheia de nozes
penduradas das paredes.
Nossa casa de chocalhos,
amores que nunca morrem,
música que não perece.

Alfredo Ferreiro. Arteijo, 7 novembro de 2015.

*

Nossa casa cheia de vozes enterradas nas paredes,
plena de um vazio sem pausa
quebrando os espelhos desde dentro,
na distância infinita de toda razão
que não se expanda como a luz
no interior dos músculos abertos:
eis-nos, entranhados e estrangeiros,
cavando no invisível com as mãos
em carne viva, avançando no eterno
habitado como pura palpitação do real.

Ramiro Torres. A Corunha, 5 de novembro de 2015.

*

Nossa casa cheia de vozes enterradas nas paredes
Som de rocha, som de telha
Som tamém no fundo de uma botelha
Som de auga: pinga, pinga
Som de palha: malha, malha
Som de fume: lume, lume!
Som de branco, som de azul
O silêncio num baú
As serpes do dessasossego som
Requeixo abaixo ao lodeiro vou
Som de sonho, som de sono
Som de aqui, que aqui não tenho trono
que soe o som
Toc-toc
Som eu
Quem som
Eu som
O som.
Táti Mancebo. Arteijo, 7 de novembro de 2015.
*
Nota: O evento decorreu na “Librería AZETA”, da Corunha, a 8 de novembro de 2015. Participaram, para além destes poetas e de Pedro Casteleiro, Estefania Blanco e Tito Calviño, voz e guitarra respetivamente.