Galiza e Portugal qual fronteira A
Alfredo Ferreiro, Breves, Colaborações:, Colóquios, Lusofonia

Galiza e Portugal qual (quais) fronteira (s)? ~ Debate no Porto

São muitas as interrogantes que uma pergunta assim faz remexer no miolo. Até porque há muito que não posso deixar de pensar “quais as fronteiras da Galiza?”. E não só a respeito de Portugal, essa irmã gémea que se criou sem as tutelas opressoras do colonizador Reino de Castela, mas a respeito do mundo. Porque para emigrar a Galiza não teve fronteiras, mas para crescer orgulhosa de seu corpo e espírito, livre de normas e preconceitos aniquiladores, é que sempre encontrou obstáculos por toda a parte. Há uma questão de psicologia social, se calhar, que talvez deve ser abordada de um novo modo. É isto uma intuição ou uma necessidade deduzida da queda incontestável da sua cultura? Deixo uma versão para as mentes espiritualistas e outra para as racionalistas.

A Galiza precisa de Portugal, porque é nele que se conserva um sangue compatível para uma imprescindível transfusão. Portugal não sei que é que precisa, mas não assumir seu passado galego será reconhecer que existe um trauma ou um problema identitário sem resolver. Hoje sabemos, depois de ser-nos ocultado por séculos sem conta, que a Galiza medieval, a visigótico-sueva, a romana e a celta é um território vivencial transminhoto que só nos corresponde reivindicar se o honramos fazendo-nos merecedores de seu legado. Um tesouro por descobrir, e talvez a chave de um futuro que até agora nos foi vedado. Continue reading

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O manifesto “O fim do Apartheid”, em favor de maior tolerância gráfica para a língua galega, continua ganhando adesões. São já por volta de 1.100 pessoas preocupadas com a decadente deriva da cultura, reintegracionistas ou não, que têm apoiado o texto com sua assinatura consciente. Porque este manifesto, não tendo que ser por razões de estilo igualmente satisfatório para tod@s, tem a incontestável virtude de ser muito claro no que às suas intenções diz respeito: reclamar o fim da invisibilidade para uma perspetiva da língua que tem sido marginalizada nas últimas décadas embora alguns dos maiores vultos da intelectualidade do país tenha erguido no seu seio grandes obras e o galeguismo referencial do século XX tivesse reconhecido a sua pertinência.

No passado 17 de novembro os avanços do manifesto fôrom apresentados na Corunha, contando com a presença do professor da Universidade da Corunha Xosé Ramóm Freixeiro Mato e da poetisa Eli Rios. O debate posterior não eludiu ressaltar algumas incoerências do mundo cultural galego, mas decorreu no ambiente de fraternidade e respeito que só @s mais conscientes dos crus tempos que vivemos sabem alimentar. Como dizia meu avó, lavrador de trás-Deza que houvo de fazer vida na Corunha de pósguerra: «Paciência, ratos, que ardeu o moínho». E diria eu: daí para diante tod@s a ajudar.

{Palavra comum}

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Alfredo Ferreiro, Colaborações:, Colóquios

Panorama das iniciativas culturais galegas na rede

Jornada das iniciativas culturais galegas na rede

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Proximamente acudiremos a Alhariz e Vilar de Santos para falarmos da nossa revista palavracomum.com e do último projeto de edição do Grupo Surrealista Galego.Cultura que une: Letras Galegas 2016

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Alfredo Ferreiro, Breves, Colaborações:, Colóquios, Lusofonia, Tati Mancebo

Cultura que Une: Letras Galegas 2016

Programa de Cultura que une com motivo das Letras Galegas 2016.

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Alfredo Ferreiro, Colaborações:, Colóquios, Língua, Sistema literário

No VIº Congresso da Associação de Escritoras e Escritores em Língua Galega

No Congresso AELG 2015, por Alfredo FerreiroVários fôrom os temas tratados no “VI Congreso de Escritores/as Galegos/as: Para que(n) escribimos o futuro?“, celebrado em Ponte Vedra em 26 de setembro de 2015, todos eles propostos polas interessadas e participantes no evento. Como três eram as mesas de trabalho a que uma pessoa podia acudir, falarei das três em que me coubo participar.

A mesa de trabalho de “Dereitos de Autoría e Profesionalización”, comandada por Francisco Castro, tinha começado por interessantes considerações suas e por uma pormenorizada síntese das nefastas experiências com editoriais de Xavier Queipo, que valorizou a situação que habitualmente o escritor sofre a respeito da sua falta de proteção no sistema literário e particularmente face aos interesses editoriais. Mas se estes fôrom os conteúdos de partida, logo no encontro propiciado polo Congresso outras questões fôrom trazidas à mesa.

Maria Xosé Queizán, perante a precária situação das escritoras perguntava onde era o muro das lamentações, ao que Francisco Castro replicava que se quadrar lamentar-se não servia. Elena Gallego solicitava referências atualizadas sobre honorários e contratos e arguia a necessidade de formar um critério próprio à hora da estratégia. Continue reading

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