Candido en la Asamblea na Corunha em 2017 por Alfredo Ferreiro

Apresentação ontem do livro Cándido en la Asamblea, de José Juan Díaz Trillo no “Ámbito Cultural de El Corte Inglés” na Corunha. Com a presença do autor, assim como de Ricardo García Mira, Pilar García de la Torre, Xavier Alcalá e José Manuel Blanco.

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Alfredo Ferreiro, Bestiário cultural, Colaborações:, Fotografia

“Cándido en la Asamblea”, de José Juan Díaz Trillo

Apresentação ontem do livro Cándido en la Asamblea, de José Juan Díaz Trillo no “Ámbito Cultural de El Corte Inglés” na Corunha. Com a presença do autor, de Ricardo García Mira, Pilar García de la Torre, Xavier Alcalá e José Manuel Blanco.

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Samuel Pimenta na Crunha 2016 por Alfredo Ferreiro 1200px
Alfredo Ferreiro, Bestiário cultural, Colaborações:, Colóquios, Críticas e referências, Fotografia, Poesia

Apresentação de “Ágora”, de Samuel Pimenta

Apresentação do livro Ágora na livraria Sisargas da Crunha (Galiza), com Pedro Campos (música e voz), Iolanda Aldrei, Pedro Casteleiro e o próprio Samuel Pimenta.

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Santiago Auserón Juan Perro e Fran Pérez Narf: homenaxe a Pepe Rubianes en Vilagarcía (1/2)
Alfredo Ferreiro, Bestiário cultural, Colaborações:, Fotografia, Música, Vídeos

Quedam poucos como Narf

Santiago Auserón Juan Perro e Fran Pérez Narf: homenaxe a Pepe Rubianes en Vilagarcía (2/2). Foto de Alfredo FerreiroPenso que poucos restam como ele, com tanto talento, tanta multidisciplinaridade e com tamanho espírito tribalista. Gostava nos últimos tempos, em que tantas atitudes reacionárias semelham querer impedir o progresso individualizado do país (a direita, como sempre) e até não deixar-nos evoluir (a esquerda) para as novas fórmulas que o iminente futuro reclama, de imaginar que uns dos capitães induvidáveis do necessário Tempo Novo havia de ser o Fran Pérez ‘Narf’. Agora só poderemos contar com a sua permanente presença nos nossos corações. É uma dura lição que devemos apreender: que o tempo foge e que é preciso aproveitá-lo enquanto os nossos irmãos permanecem ao nosso lado. Logo tudo pode ser bem mais difícil.

Trago para aqui estas fotos tiradas em 2009 aquando da homenagem ao Pepe Rubianes, aonde nos coubo a honra de apresentar-lhe o Santiago Auserón, artista que já nunca deixou de valorizá-lo, como podereis ver nos vídeos que ofereço a seguir. Do último disco com a Uxia, Baladas da Galiza imaxinaria, o artista saragoçano opinava no verão de 2015 que havia de ser uma obra realmente marcante, não só na Galiza mas no panorama espanhol.

Naquele encontro de Vila-Garcia apresentamo-nos como admiradores seus, no que só acreditou quando lhe demonstramos que cantávamos de cor todas as canções que criara para Rio Bravo, do grupo de teatro Chévere, mais de vinte anos antes. “Quedan poucos coma el”, é certo, mas  com certeza a sua musa ha de nos guiar polo melhor caminho.

Fotos e vídeos: Alfredo Ferreiro.

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Foto: Táti Mancebo, Inês Sampaio e José Pinto em Arteijo (Galiza), por Alfredo Ferreiro.
Alfredo Ferreiro, Bestiário cultural, Colaborações:, Fotografia

Magia à beira do oceano

 Muitas vezes minha filha me tem perguntado se acredito em fadas, ou na magia, o que vem dar na mesma, e sempre lhe tenho dito que sim, como agora mesmo acredito, embora em certos contextos limite a minha asseveração ou eluda uma resposta direta por medo à incompreensão de um público pouco propenso ao poético. Para mim o poético é mais abrangente que o racional, inclui este e o transcende vinculando o mensurável aos inúmeros mistérios da vida, e aí tento ter sempre presente o legado surrealista assim como as mais antigas tradições. O verdadeiro conhecimento consiste em descobrir essas ligações, e a atitude mais sábia intuirmos a sua existência.

 A foto que hoje ofereço não representa para mim tão só um instante, mas um sentimento globalizante que parte de mim e abrange a terra e o mar, as pessoas com seus limites e potências, a vida como uma conta que não deixa de somar e da que convém lembrarmos os resultados mais positivos. Foi mercê ao projeto Cultura que Une que conhecemos a Táti Mancebo e eu a Inês Sampaio (música e poeta) e o José Pinto (poeta e performer) em Vila Real, que logo veio juntar-nos de novo em Ponte-Vedra em volta de mais um recital. A continuação partilhámos novas experiências juntos em Coristanco (recital musical improvisado na casa do Júlio e a Sónia, degustação do polvo à feira pescado e cozinhado pelo poeta Xosé Iglesias…).

A compreensão mútua foi tanta, a harmonia na perceção poética tão grande que a magia não podia senão fazer-se presente quando acudimos à Praia de Repibelo. Nesta foto podeis ver como perante a Táti a Inês está a acarinhar a energia poética do Atlântico norte e o José consegue mesmo apresar uma porção da força criadora do oceano.  Hoje o José Pinto está em Cabo Verde e a Inês Pedrosa em Amarante, ambos os dois, se calhar, como nós, alimentando a inspiração com os tesouros que apanhámos juntos durante o verão.

Foto: Táti Mancebo, Inês Sampaio e José Pinto em Arteijo (Galiza), por Alfredo Ferreiro.

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Xose Manuel Pereiro por Alfredo Ferreiro 2016-09-17
Alfredo Ferreiro, Bestiário cultural, Colaborações:, Fotografia

No aniversário de X. M. Pereiro

O aniversário de Xosé Manuel Pereiro propiciou um encontro que não se pode bem descrever, pois há sensações tão densas, profundas e ricas para as que talvez o mistério é a alegoria que melhor conta o que aconteceu, com sua tentativa de querer dizê-lo tudo sem ser capaz de falar. A intenção é, no fundo, aquilo que mais nos diz das pessoas.

Foto: Na festa de aniversário de Xose Manuel Pereiro, por Alfredo Ferreiro. Atuação de Ondas Martenot em Santa Cruz, 17 de setembro de 2016.

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Eduardo Estevez em Poetas DinVersos por Alfredo Ferreiro 1000
Alfredo Ferreiro, Bestiário cultural, Colaborações:, Fotografia, Poesia

Poetas Di(N)versos

Eduardo Estevez em Poetas DinVersos por Alfredo Ferreiro 1000O ciclo de poesia nacional e internacional Poetas Di(N)versos inicia sua pausa estival. Na tarde de 13 de junho contamos com a presença do nosso amigo Eduardo Estévez e tivemos a oportunidade de conhecer a poeta argentina Mercedes Roffé, a quem pudemos retratar junto com a apresentadora e diretora do ciclo Yolanda Castaño. Do poeta e da poetisa oferecemos os poemas que figuram no díptico do evento:

unha balea varada na praia
estarrece como a ruína dun imperio

é unha postal imposíbel
no centro da paisaxe

treme o aire que paira
inmóbil ao seu redor

e non ten
esa tensión do horizonte
senón acaso a conciencia de ser
ela mesma todo un final

a balea é un deus caído
unha espera deitada

se falas con ela
parecerá que escoita a túa dor
e devolve preamar

uns nenos achéganse
pés na area fría
observan con distancia

a balea non pode moverse
pero non é o seu cheiro
o que estarrece

acaso sexa
a inmensidade da metáfora

EDUARDO ESTÉVEZ

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Premios Xerais 2016 11 b 1000
Alfredo Ferreiro, Bestiário cultural, Colaborações:, Fotografia, Prémios literários

Premios Xerais 2016: festeiros, demorados e currantes

Son varios os anos que levo emitindo, gravando e facendo entrevistas aos protagonistas dos Premios Xerais. Cada ano, sen falta, a profesionalidade e bo gosto (tanto estético canto culinario) do equipo de Edicións Xerais consegue que a visita anual a esta illa literaturizada por primeira vez hai 800 anos se converta nun episodio da vida que moitos gardaremos para sempre no cofre máis selecto da memoria. Se ben é certo que as auténticas protagonistas son as obras premiadas, e que o foco debe dirixirse ás autoras e autores que conseguiron chegar ao bon porto das sensibilidades dos variados e espelidos xurados, existen outros axentes que fan posible que a Illa das Letras estoure en tan gostoso abano de sensacións.

Editora Edicións Xerais de GaliciaDeseguida comprobaredes que non son fotógrafo. Mais como usuario habituado a certos trebellos, se algún deles acaba na miña man non podo evitar usalo e deseguida acabo imaxinando algún tipo de narración coa que pretendo ofrecer un sentido ao conxunto. Desta volta, á par dalgunhas das varias centenas de personalidades do sistema literario que acoden para ser testemuñas de honra na publicación e entrega dos premios, aquí poderedes ver outras persoas que normalmente non saen nos vídeos nin nas fotos oficiais porque o seu cometido é colaborar en labores de pouca ou ningunha dimensión pública. Entre elas poderedes ver: operarias de cámara, twitteiros, directoras do evento, polbeiras e polbeiros, capitáns de embarcación, gardas, secretarias de xurados, operarios das instalacións…

Un aviso para a Socioloxía literaria. Acabei descubrindo, como un pseudoDarwin asombrado na súa propia terra, que existe un tipo especial de convidados a este evento: os demorados. Son estes convidados que veredes ao final sentados nun valado ou contra unha parede cando o sol se pon e o último barco semella retardar o retorno ao continente, eses que sentan a parolar, a abrazarse ou a apañar profundamente o ar da ría nos últimos instantes como querendo multiplicar os segundos, como desexando atopar a eternidade en cada inspiración, fixando para sempre no máis íntimo as mellores imaxes dunha tarde memorábel caracterizada pola fraternidade, o amor ao país, ás letras e á arte.

Coas luces da Ponte de Rande como pano de fondo, os convidados retornan poñendo rumbo ao porto de Cobres. Nós, os currantes, noutro sentido mais sen dúbida cordialmente na mesma dirección tomamos, xa de noite, rumbo a Cesantes.

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