Alfredo Ferreiro, Colaborações:, Lusofonia, Poesia, Prémios literários

Pedro Casteleiro e Igor Lugris, em foco desde Portugal

Sefer Sefarad, de Pedro CasteleiroParadoxal e felizmente, as alegrias que nos proporcionou no âmbito lusófono A vida conclusa, de Mário Herrero, não concluírom e de novo o Prémio Literário Glória de Sant’ Anna põe em foco a poesia galega. Trata-se das obras de dous prezados amigos e melhores poetas, o Pedro Casteleiro (também colaborador deste blogue) e o Igor Lugris, de quem temos referenciado seus projetos sempre que tivemos ocasião. Os três poetas acima referidos, mas o membro do júri que também contamos entre os amigos poetas, o Xosé Lois García, todos partilham espaço de colaboração na Palavra Comum.

«Continuando a “tradição” desde que o certame foi aberto a galegos e africanos, Igor Lugris e Pedro Casteleiro estão entre os 8 finalistas do certame literário Glória de Sant’Anna 2016. O autor ganhador será anunciado próximo 11 de maio.

Curso de linguistica geral de Igor Lugris 250Igor Lugris é um dos finalistas com a sua última obra, Curso de Linguística Geral, publicada no passado mês de janeiro pola Através Editora. Comparte candidatura com o também galego Pedro Casteleiro com a obra Seferd Sefarad, publicada por Azeta Edicións.

A notícia chega um ano depois de Mário Herrero ter ganhado o certame de 2015 com a obra Da vida conclusa, editada por O Figurante Edicións. […]»

Para ler mais, no PGL: Igor Lugris e Pedro Casteleiro, finalistas no Glória de Sant’ Anna

 

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Proximamente acudiremos a Alhariz e Vilar de Santos para falarmos da nossa revista palavracomum.com e do último projeto de edição do Grupo Surrealista Galego.Cultura que une: Letras Galegas 2016

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Alfredo Ferreiro, Breves, Colaborações:, Colóquios, Lusofonia, Tati Mancebo

Cultura que Une: Letras Galegas 2016

Programa de Cultura que une com motivo das Letras Galegas 2016.

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Alfredo Ferreiro, Breves, Colaborações:, Lusofonia

Lusofonia XXV: “Un secador, unhas pinturas e unhas bolsas de té”

Santiago Jaureguizar: «[…] En Ferrol […] propuxeron á Real Academia Galega que dedique o Día das Letras 2017 a Carvalho Calero. Teñen moral, si. Sería bonito que a RAG deixe de tratar ao reintegracionistas como se fosen un partida de sediciosos do carlismo. Na rúa das Tabernas deben asumir que son os defensores máis íntegros e sacrificados do galego e que, se o noso idioma tivese un futuro —que non ten—, estaría máis cerca do portugués que do español. […]».

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Alfredo Ferreiro, Colaborações:, Jornalismo, Lusofonia, Sociedade

«Aquém Minho nasceram as nossas letras»

Um dos principais problemas da Galiza é uma espanholidade mal ressolta. Quando essa espanholidade, que resta galeguidade, não é percebida a colonização é total; é para nós, em definitivo, um venenoso quadro de referências que está a operar sob a tona do quotidiano. Porque o problema é muitos galegos não assumirem a existência de uma espanholidade que elude o fato de a maior parte dos nossos genes culturais nos vincularem a Portugal muito antes do que à Andaluzia, a Castela, à Catalunha ou ao País Basco. Isso implica, é claro, um desconhecimento dos próprios recursos e, consequentemente, uma alienação que conduz à escravatura mental e social. Por esta causa é tão preciso que uma dose urgente de lusismo for inoculada no nosso corpo cultural.

Podemos os galegos ser oficialmente espanhóis e documentalmente estrangeiros em Portugal, mas referencial e culturalmente devemos é renunciar a ser cifras da nação espanhola. Para isto acontecer, só com que a língua, a literatura, a música e as artes portuguesas em geral fossem na Galiza tão bem recebidas como as espanholas da Andaluzia teríamos andado muito caminho. Trata-se de fazermos uma transfusão com sangue compatível, para continuarmos avançando em lugar de dia após dia sucumbir.

A Espanha ultrajou e danou tanto a cultura galega que um movimento galeguista progride do século XIX até aos nossos dias. Mas, qual a perspectiva do esforço galeguista até à data? Um só conceito resume tudo: Espanha. Tudo ou quase tudo o que foi revalorizado culturalmente na Galiza conseguiu-se apesar da Espanha ou como resistência a este Estado que, com rigor colonizador, pretende erguer a nação espanhola sobre as ruínas de outras nações hispânicas. Por isso é a hora de construir na Galiza um futuro alicerçado numa realidade central: a realidade histórica que afirma a língua da Galiza ser a certa matriz da lusofonia e que ao tempo ressalta a irmandade natural de galegos e portugueses, para além do convencional quadro espanhol que empece a nossa comunicação direta e o apoio mútuo.

Alfredo Ferreiro, 17 de maio de 2015

{A viagem dos argonautas}

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Colaborações:, Língua, Lusofonia, O levantador de minas

Próxima estação: galego-português

«Próxima estação: galego-português é uma proposta de viagem para o nosso idioma onde mais do que nunca trasladar-se implica transformar-se.

Uma viagem à procura do galego-português é comprovar que temos uma língua com a que podemos deslocar-nos miles de quilómetros por terra, mar e ar, por barco, bicicleta ou zepelim a Pernambuco, Rio de Janeiro, Porto, Luanda, Dili, Fonsagrada e Compostela, sempre que a nossa alfândega mental nos conceda uma passagem.

Em Próxima estação: galego-português precisamos pouca bagagem: apenas se nos permitirá um afinador de ouvido, um bom sentido musical para comunicar e uma imensa curiosidade como bússola.

À Próxima estação: galego-português chega-se também com a imaginação e as palavras. Só através delas atravessaremos os mundos criados por Fernando Pessoa, Sophia de Mello, Clarice Lispector, Pepetela, Rosalia de Castro e Mia Couto. Mundos que partilham todo um planeta – o NH- muito antes de que o vagão chegue o seu destino.

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Alfredo Ferreiro, Colaborações:, Língua, Lusofonia

Galegos no Jornal de Letras!

JL1Há anos que sou assinante do JL e nunca como esta semana passada pude comprovar a presença de galegos no quinzenário, com uma longa entrevista a Ângelo Cristóvão e um artigo de página inteira do Carlos Quiroga. Para além de esporádicas referências à participação do mesmo Quiroga na Correntes d’ Escrita(s) da Póvoa do Varzim e outras do Elias J. Torres Feijó em representação da Associação Internacional de Lusitanistas, raro é achar nomes de galegos ou dados sobre as nossas atividades. Mas no número 1155 algo mudou, se calhar.

Foi efetivamente a Lei Paz-Andrade que pus as antenas lusas em alerta, e assim lemos o Cristóvão afirmar que a nova lei visa: «promover a língua portuguesa no sistema de ensino galego; estimular a produção e o intercâmbio de conteúdos em português nos meios de comunicação da Galiza; e integrar essa comunidade autónoma no espaço lusófono, nomeadamente na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa. Eis as três principais “linhas de trabalho” da lei para o Aproveitamento da Língua Portuguesa e Vínculos com a Lusofonia, também chamada lei Paz-Andrade, aprovada, por unanimidade, no Parlamento galego, em abril passado. Um consenso “histórico” que assinala um ponto de viragem na política linguística do governo galego…». Continue reading

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