Galiza e Portugal qual (quais) fronteira (s)? ~ Debate no Porto

São muitas as interrogantes que uma pergunta assim faz remexer no miolo. Até porque há muito que não posso deixar de pensar “quais as fronteiras da Galiza?”. E não só a respeito de Portugal, essa irmã gémea que se criou sem as tutelas opressoras do colonizador Reino de Castela, mas a respeito do mundo. Porque para emigrar a Galiza não teve fronteiras, mas para crescer orgulhosa de seu corpo e espírito, livre de normas e preconceitos aniquiladores, é que sempre encontrou obstáculos por toda a parte. Há uma questão de psicologia social, se calhar, que talvez deve ser abordada de um novo modo. É isto uma intuição ou uma necessidade deduzida da queda incontestável da sua cultura? Deixo uma versão para as mentes espiritualistas e outra para as racionalistas.

A Galiza precisa de Portugal, porque é nele que se conserva um sangue compatível para uma imprescindível transfusão. Portugal não sei que é que precisa, mas não assumir seu passado galego será reconhecer que existe um trauma ou um problema identitário sem resolver. Hoje sabemos, depois de ser-nos ocultado por séculos sem conta, que a Galiza medieval, a visigótico-sueva, a romana e a celta é um território vivencial transminhoto que só nos corresponde reivindicar se o honramos fazendo-nos merecedores de seu legado. Um tesouro por descobrir, e talvez a chave de um futuro que até agora nos foi vedado. […] Ler mais

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Carlos Quiroga no Culturgal: A imagem de Portugal na Galiza

{Palavra Comum}

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Vencedores no Certame literário de Arteijo

a garza insomne 2016 certame manuel murguia 250px«Os prémios conhecêrom-se durante a cerimónia celebrada durante a noite de ontem, 13 de maio às 19:30 hs no Centro Cívico do Concelho de Arteijo. Durante o ato de entrega, que foi comandado polo professor e escritor Henrique Rabunhal, o novo coordenador do certame, Alfredo Ferreiro, apresentou o volume A garza insomne, que recolhe os nove relatos finalistas das  anteriores três edições, e sobre o que valorizou “a colaboração do fotógrafo Xacobe Meléndrez, cuja garça real preside a portada do livro; e também o trabalho esmerado e rigorosamente profissional de Galáxia, editora que nos honra colocando o nosso livro na sua coleção literária principal, fato que assegura a sua máxima divulgação”. O escritor Xavier Alcalá interveio em representação da editorial e confirmou o interesse de Galáxia em apoiar os criadores e as criadoras dentro e fora do país, para o que está empenhada na atualidade na sua modernização e internacionalização, nomeadamente nos mercados hispanófono e lusófono.

A continuação o coordenador leu a ata do júri, composto polos escritores Teresa Moure Pereiro, Marcos Sánchez Calveiro, Antonio Piñeiro Fernández (vencedor na 24ª edição) e Alfredo Ferreiro (coordenador que assistiu como secretário, com voz e sem voto), em que se revelava que  tinham decidido por unanimidade os três prémios dos finalistas:

1º Prémio, com 4.000 € e a publicação da obra, para o relato “Hai patios de luces tristes”, de Diego Giráldez;
2º Prémio, com 500 € e a publicação da obra, para o relato “O mérito da chuva”, de Carlos Quiroga;
3º Prémio, com 300 € e a publicação da obra, para o relato “A aranha de Sidney”, de José António Lozano.

grupo 4 jazzO evento contou com a atuação musical do grupo 4 jazz, que interpretou temas com letra de Manuel Maria assim como outros dos cânones líricos galego, português e brasileiro.

A velada tinha começado com a plantação de uma árvore comemorativa do 25º aniversário do Certame em que luz uma placa com a seguinte legenda: “Com raízes na Terra / a língua medre / e a literatura floresça”. Como fim de festa, ofereceu-se uma refeição de convívio na sala de exposições do Centro Cívico.

A esta edição do certame apresentárom-se 72 obras originais, das que 60 fôrom selecionadas para a valorização do júri por cumprirem devidamente as bases.

Alfredo Ferreiro
Coordenador do Certame».

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Cultura que Une 2016

Cultura que une 2016 - Díptico A4 (PT) BPrograma de Cultura que Une 2016: Maio em Ponte-Vedra – Junho em Vila Real.

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Pedro Casteleiro e Igor Lugris, em foco desde Portugal

Sefer Sefarad, de Pedro CasteleiroParadoxal e felizmente, as alegrias que nos proporcionou no âmbito lusófono A vida conclusa, de Mário Herrero, não concluírom e de novo o Prémio Literário Glória de Sant’ Anna põe em foco a poesia galega. Trata-se das obras de dous prezados amigos e melhores poetas, o Pedro Casteleiro (também colaborador deste blogue) e o Igor Lugris, de quem temos referenciado seus projetos sempre que tivemos ocasião. Os três poetas acima referidos, mas o membro do júri que também contamos entre os amigos poetas, o Xosé Lois García, todos partilham espaço de colaboração na Palavra Comum.

«Continuando a “tradição” desde que o certame foi aberto a galegos e africanos, Igor Lugris e Pedro Casteleiro estão entre os 8 finalistas do certame literário Glória de Sant’Anna 2016. O autor ganhador será anunciado próximo 11 de maio.

Curso de linguistica geral de Igor Lugris 250Igor Lugris é um dos finalistas com a sua última obra, Curso de Linguística Geral, publicada no passado mês de janeiro pola Através Editora. Comparte candidatura com o também galego Pedro Casteleiro com a obra Seferd Sefarad, publicada por Azeta Edicións.

A notícia chega um ano depois de Mário Herrero ter ganhado o certame de 2015 com a obra Da vida conclusa, editada por O Figurante Edicións. […]»

Para ler mais, no PGL: Igor Lugris e Pedro Casteleiro, finalistas no Glória de Sant’ Anna

 

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Cultura que Une: Letras Galegas 2016

Proximamente acudiremos a Alhariz e Vilar de Santos para falarmos da nossa revista palavracomum.com e do último projeto de edição do Grupo Surrealista Galego.Cultura que une: Letras Galegas 2016

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