O Dia das Letras no bairro da Cubela

Foi um prazer participar nas atividades desenvolvidas pela a Livraria Azeta para o Dia das Letras Galegas 2017.

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Letras Galegas 2017 (4): "No caminho das artes"

No próximo sábado 20 de maio participaremos no “No caminho das artes”, um encontro com as artes entre gentes da Galiza e Portugal (música, escultura poesia, e pintura) no Museu “Terra de Melide” e na Capela de Sto. António em Melide. Mais uma oportunidade para desfrutar de natural irmadade galego-portuguesa em companhia d@s amig@s melidenses.

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Día das Letras Galegas (2&3)

«Semana das #letrasgalegas con actividades e dentro da programación cultural do Concello da Coruña
A Libreria Formatos súmase coa seguinte axenda:

Mércores 17, ás 12:30h.
• Xavier Alcalá achéganos a figura de Carlos Casares.
• Recital poético con #PedroCasteleiro, #EstibalizEspinosa e #XavierSeoane.

Xoves 18, ás 19:45h
• Presentación do novo título da editorial Figurandorecuerdosedicions, “#AAlquitara” de #Troubs, na primeira traducción ó galego. Presentación a cargo do escritor #SéchuSende e a editora #rosaespiñeirapan.
• Inauguración da exposición “A Alquitara” con reproduccións en gran formato da obra deste recoñecido pintor/debuxante/creador francés e proxección.»Letras Galegas 2017 Bitacora

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«Hoxe às 21:00 – 22:30, no BITÁCORA Santa Cristina (Avda. das Américas, 55, 15172 Santa Cristina, Galicia, Spain) queremos celebrar o día das Letras Galegas cun acto festivo e multidisciplinar. Queremos achegar dun  xeito ameno a nosa cultura á xente. E para iso nada mellor que facer un recital de poesía, unha charla sobre narrativa e todo acompañado da fantástica música de Carla López (Mielitza). Estades tod@s convidad@s ;-)».

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So long, Leonard

Tudo começa com a necessidade

Eu necessitei-te para escrever poesia, para cantar, para pensar, para sentir, para compreender que a verdade pode usar roupas singelas.

Escrevi esta canção há aproximadamente um mês. Registei a melodia diretamente, sem pensar; a letra também saiu só. Queria que soasse a ti e utilizar fragmentos das tuas canções para devolver-che algo de tudo o que me deras ao longo dos 32 anos que há que te conheço.

Gravei esta humilde versão com o telemóvel para começar a trabalhá-la com o amigo Tito Calviño e Nacho Pedrosa, o meu professor de percussão, com a ideia de convidar mais amigas músicas e mandar-cha logo. Com a tua morte o projeto já não faz sentido para mim. Mas a canção existe e para mim serviu.

Quando soube que morreras pensei que tinhas sido um homem afortunado a quem, com certeza, a vida oferecera oportunidades de viver em paz. Nesse momento comecei a receber mensagens de amigas que se lembraram de mim ao conhecer a notícia e emocionei-me muito.

A paz seja contigo, Leonard Cohen. A mim já me ajudaste a senti-la um pouco mais próxima.

Letra, música, guitarra e vozes: Táti Mancebo.

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NOT SO HARD

It’s been so many years since I heard your song begin
It’s been so many maps that I sailed since in the dark
There were heroes in the seaweed across the days we’d save for life
There are chocolates in the boxes for our sisters in the night
There’ll be voices with the naked when we choose the precious few
My future will be your present, I am only passing through.

It’s been an easy trip as I felt you were with me
It’s been like running hard when your voice would fall apart
There were heroes in the seaweed across the days we’d save for life
There are chocolates in the boxes for our sisters in the night
There’ll be voices with the naked when we choose the precious few
Steer your way, get ready, wear a raincoat, dress in blue.

You know my fingerprints left no traces on your skin
I feel they’re growing fast when your song is good enough
There were heroes in the seaweed across the days we’d save for life
There are chocolates in the boxes for our sisters in the night
There’ll be no one, there’ll be nothing, there’ll be never any good
Now I know that I’m returning, I’m just coming back to you.

*

Tradução: NÃO TÃO DURO

Há tantos anos que escutei começar a tua canção
Há tantos mapas que comecei a navegar na escuridão
Havia heróis nas algas, através dos dias que gostaríamos de guardar para toda a vida
Há bombons nas caixas para as nossas irmãs na noite
Haverá vozes com as despidas quando escolhermos as mais valiosas
O meu futuro será o teu presente, eu simplesmente estou de passagem

Foi uma suave viagem desde que te senti comigo
Foi como correr a mil quando a tua voz desapareceu
Havia heróis nas algas, através dos dias que guardaríamos para toda a vida
Há bombons nas caixas para as nossas irmãs na noite
Haverá vozes com as despidas quando escolhermos as mais valiosas
Anda o teu caminho, prepara-te, leva gabardina, viste de azul

Sabes que as minhas pegadas não deixaram rasto sobre a tua pele
Sinto que medram rápido quando a tua canção é boa
Havia heróis nas algas, através dos dias que gostaríamos de guardar para toda a vida
Há bombons nas caixas para as nossas irmãs na noite
Não haverá ninguém, não haverá nada, nunca nada bom
Agora sei que estou a voltar, estou a voltar a ti.

Fotografia: Excerto da página oficial.

{Palavra comum}

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Quedam poucos como Narf

Santiago Auserón Juan Perro e Fran Pérez Narf: homenaxe a Pepe Rubianes en Vilagarcía (2/2). Foto de Alfredo FerreiroPenso que poucos restam como ele, com tanto talento, tanta multidisciplinaridade e com tamanho espírito tribalista. Gostava nos últimos tempos, em que tantas atitudes reacionárias semelham querer impedir o progresso individualizado do país (a direita, como sempre) e até não deixar-nos evoluir (a esquerda) para as novas fórmulas que o iminente futuro reclama, de imaginar que uns dos capitães induvidáveis do necessário Tempo Novo havia de ser o Fran Pérez ‘Narf’. Agora só poderemos contar com a sua permanente presença nos nossos corações. É uma dura lição que devemos apreender: que o tempo foge e que é preciso aproveitá-lo enquanto os nossos irmãos permanecem ao nosso lado. Logo tudo pode ser bem mais difícil.

Trago para aqui estas fotos tiradas em 2009 aquando da homenagem ao Pepe Rubianes, aonde nos coubo a honra de apresentar-lhe o Santiago Auserón, artista que já nunca deixou de valorizá-lo, como podereis ver nos vídeos que ofereço a seguir. Do último disco com a Uxia, Baladas da Galiza imaxinaria, o artista saragoçano opinava no verão de 2015 que havia de ser uma obra realmente marcante, não só na Galiza mas no panorama espanhol.

Naquele encontro de Vila-Garcia apresentamo-nos como admiradores seus, no que só acreditou quando lhe demonstramos que cantávamos de cor todas as canções que criara para Rio Bravo, do grupo de teatro Chévere, mais de vinte anos antes. “Quedan poucos coma el”, é certo, mas  com certeza a sua musa ha de nos guiar polo melhor caminho.

Fotos e vídeos: Alfredo Ferreiro.

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Atmosferas: diálogos poético-musicais

«A música de Aida Saco Beiroa interaccionará directamente, ao vivo, coas obras poéticas de Sonia Andrade, Pedro Casteleiro, François Davo, María José Fernández, Alfredo Ferreiro, Xosé Iglesias, Antom Laia, Tati Mancebo, Luís Mazás, Teresa Ramiro, Paco Souto e Ramiro Torres».

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