“Luz aprisionada”, Paula Gómez del Valle & Alfredo Ferreiro

Fotografia Luz aprisionada por Paula Gomez del Valle

Nossa amiga Paula Gómez del Valle vém de associar esta fotografia sua a um poema meu do livro Versos fatídicos (1994-2010), editado pelas Edicións Positivas em 2011.  O poema faz parte de um pequeno grupo de três textos automáticos que, sob o título “A aliá que nos mostra o caminho ~ Homenagem a Viola”, nasceu a partir da obra do pintor Manuel Viola. A fotografia, que não tinha título, por acordo mútuo passa a levar como título o segundo verso do poema que a seguir reproduzimos:

Caminho da trovoada
uma luz aprisionada.
Um instante de luxúria
antes do amanhecer do metal.
Uma catedral de gozo
e na mão o medo
fechando a compostura.
A lâmpada do coração a piscar
como uma torre quase extinta.
A distinção é precisa.
O ângulo, adverso.
A amizade dos astros,
demasiado custosa.

{Palavra Comum}

Share

Gata em chão de erva fria

Gata em chão de erva fria por Alfredo Ferreiro

“Gata em chão de erva fria” é uma fotografia de Alfredo Ferreiro tirada na Pedreira de Arteijo (Galiza) em 2016.

{Palavra Comum}

Share

O mal sempre espreita

O mal sempre espreita

“O mal sempre espreita” é uma fotografia de Alfredo Ferreiro tirada em Arteijo (Praia da Ucha) em 2016.

{Palavra Comum}

Share

Arquitetura vegetal

Arquitetura vegetal por Alfredo Ferreiro

{Palavra comum}

Share

Entrevista a Renato Roque: “Também as memórias necessitam ser salvas”

Renato Roque por Henrique Borges (excerto)Renato Roque apresentou em Morille (Salamanca) e em Carviçais (Trás-os-Montes), no contexto do PAN 2016, um trabalho fotográfico que implica um estudo das similitudes e diferenças faciais das pessoas. Como agora somos amigos, vamos lhe pedir que nos conte em que consistiu exatamente. Por favor, Renato, fala à vontade do projeto…

Renato Roque: Arquivo de Babel / Espelhos Matriciais é um projecto fotográfico desenvolvido no contexto de um mestrado Multimédia, entre 2007 e 2009, em torno do conceito de identidade, associada à imagem distintiva de cada rosto humano. Como reconhecemos um amigo? Que diferença existe entre o meu rosto e o do meu vizinho? Qual a diferença entre um rosto de homem e de mulher, de um europeu e de um africano, ou de um asiático? Que informação nova existe num rosto que nunca vimos antes? Estas são algumas das perguntas que o projecto pretendeu colocar em cima da mesa desde o início, procurando atingir o essencial da informação identificadora num retrato de uma face humana. Foto de Renato Roque Arquivo de Babel / Espelhos Matriciais 1Descobrimos que todas as questões enunciadas acima estão de facto relacionadas com um conjunto de mecanismos que os seres humanos parecem ter desenvolvido durante o processo evolutivo, criando áreas especializadas no cérebro para conseguir uma identificação/ reconhecimento rápidos e extremamente eficazes.

No projecto que desenvolvemos usámos uma Base de Dados (BD) com 439 retratos, realizados na Universidade do Porto: alunos, professores e funcionários, de ambos os sexos, com idades entre os 18 e os 65 anos. […] Ler mais

Share