«A farsa galega: sobre a implementação da “Lei Paz-Andrade”»

Renato Epifânio (Público): «[…] Dois anos após a sua aprovação, chegam-nos porém notícias preocupantes sobre a real implementação da Lei Paz-Andrade.» […]

Share

Confluência de corações

A Associaçom Galega da Língua (AGAL) aprovou dia 3 em assembleia o texto que recolhe a confluência das duas tradiçons normativas que coexistiam no reintegracionismo, que a partir de hoje contará com umha única proposta ortográfica e morfológica. […]

Share

As tribos calaicas, de Higinio Martins Estêvez

“Quando os romanos chegarom ao Noroeste peninsular, atoparom-se com as 42 tribos calaicas que estuda o professor Higinio Martins Estévez na sua recém publicada obra As tribos calaicas. Proto-História dá Galiza á luz dos dados linguísticos . «Gallaecia pouco figurou no sistema territorial romano, só com Caracalla e Diocleciano», assinala o autor. O facto de que persistisse o nome da regiom, nom latino, e seus três conventos territoriais denota que precede à institucionalización romana, acrescenta Martins.

Pensa este pesquisador que, se a Galiza velha ou Kalláikia existia dantes da chegada dos romanos, pode suporse-lhe o que ele denomina um centro aglutinante. Que lugar seria esse? Martins tem-o claro e surpreende-se de nom ter sabido o ver antes: «Segundo Ptolomeo, na terra dois tiburos estava Nemetóbriga, vila santa ou consagrada». Estamos, pois, nas actuais Terras de Trives, concretamente em Mendoia. «Para Cuevillas estaria esse centro em Mendoia ou Trives vello, nun círculo com rádio de dous quilómetros e centro na Pobra de Trives». O autor de tam singular livro assegura que cerca de Montefurado e Trives «os historiadores coincidem em pór o encontro dos limites dos três conventos: asturicense, lucense e bracarense». Por tanto, acrescenta, Nemetóbriga deveu de ser a montanha sagrada ou cidade santa do centro do ordem territorial romano dos galaicos. «Debeu de ser antes a cidade santa, eixo do mundo dois calaicos ou ónfalos dá Kalláikia». Para Martins Estévez, a palavra kallaiko nom foi um nome tribal autoatribuido, senom um «nome nacional e um adxectivo que cabería traduzir por paisano, terrantes, expressom que revela afectividade».

Que cultura fez a partición em três da velha Kalláikia? Este pesquisador assinala que o arranjo parece vir do sistema de casais por primos cruzados. Aantes da conquista, os três conventus ou assembleias territoriais, em origem chamados oinaikoi calaicos , eram citas de tribos vinculadas entre si, que se reuniam a cada ano num ponto médio do território. Lugo, Astorga e Braga som cidades bimilenarias nascidas, segundo assinala Martins, «non de castros celtas, máis de acampamentos romanos», para vigiar as reunions que demostravam a identidade do povo calaico. O centro de culto dessas três áreas era, insiste o autor, Nemetóbriga. E o rio Sil passaria a engrosar a hipótese de ter sido o rio da uniom por reunir as três partes da Céltica do Noroeste peninsular. «A Kalláikia existiu, non foi feitura romana. Hai um passado do que enorgullecérmonos», assinala Martins.” {Vía Ivoox}

Ir a descargar

Share

O portugués avanza na Extremadura… ou Extremadura avanza co portugués?

Cada vez que atopo, sen as procurar, noticias sobre o recoñecemento do portugués na Extremadura levo as mans á cabeza e bato con ela doentiamente contra a primeira parede que vexo. Por que na Galiza é tan difícil todo? Será porque a mesma esencia da galeguidade é algo irrecoñecíbel para os galegos? Debe ser iso o que non lles pesa aos extremeños españois: os que son portugueses gustan de o portugués ser recoñecido, e os españois achan interesantes hipóteses de negocio no alleo. No noso país alienado, ao contrario todo: o español, que é alleo, deséxase propio; o portugués, que é propio, trátase de alleo. E os portugueses que veñan han de imitarnos aos alienados, que como conversos á máis pura españolidade deben mudar as roupas do corpo e do espírito.

Os resultados son os que poden ver na páxina do Centro Integral de Cultura Portuguesa Rainha Dona Amélia, entre outros. Por que non é posíbel na Galiza que as distribuidoras encontren o modo de ofrecernos libro portugués de forma fluída? Temos que conformarnos coas mínimas edicións actuais de literatura internacional en galego, a unha ducia por ano, encanto nos bañan con millóns de edicións en castellano, esa lingua universal que falaron Xesús Cristo,  Madame Curie, Kirt Douglas,  Nefertiti, Copérnico, Xoana de Arco, Aristóteles, Lao Tse, Safo, Gandhi, Artur, Cleopatra, Moctezuma, os pigmeus, as tuaregues e os esquimós? E non esquezamos, embora recoñecendo grandes limitacións,  Tarzán.

Share

Apresentação de GALIZA: Língua e Sociedade (XIV ensaios)

No 18 de junho, quinta-feira, 20.30 horas (p.m.) / 8.30 da tarde, na Livraria Couceiro (Praça do Livro) da Crunha terá lugar a apresentação do livro GALIZA: Língua e Sociedade (XIV ensaios), Anexo I do Boletim da Academia Galega da Língua Portuguesa. Intervirão: Celso Álvarez Cáccamo (moderador do ato), Fernando Vasques Corredoira, Mário Herrero Valeiro e António Gil Hernández (co-autores da obra). Também se dará conta do Léxico da Galiza para ser integrado no Vocabulário Comum da Língua Portuguesa, apresentado, junto do Vocabulário da Academia Brasileira de Letras, na sessão solene realizada na Academia das Ciências de Lisboa em 14 de abril próximo passado.

Share