Tolerância gráfica

Compromiso por Galicia na Corunha em 2016 por Alfredo Ferreiro

“Tolerância gráfica” é um artigo sobre a escrita da língua galega de Alfredo Ferreiro publicado no jornal digital Praza Pública. […]

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Manifesto "O fim do Apartheid"

Rosa Parks Bus

Manifesto “O fim do Apartheid”. […]

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Língua materna?

Artigo sobre a língua materna. […]

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No VIº Congresso da Associação de Escritoras e Escritores em Língua Galega

Vários fôrom os temas tratados no “VI Congreso de Escritores/as Galegos/as: Para que(n) escribimos o futuro?”, celebrado em Ponte Vedra em 26 de setembro de 2015, todos eles propostos polas interessadas e participantes no evento. […]

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A lingua dos nenos

Foi unha honra participar neste documental producido por Rinoceronte Editora acerca da perda da lingua materna que sofren os nenos galegofalantes, vista dende a óptica dos seus pais.

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Pela tolerância ortográfica

Poema de Alfredo Ferreiro. […]

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«Galego em liberdade»

O subtítulo desta campanha é «Contra a discriminaçom que sofrem as pessoas reintegracionistas», e resulta, ao meu modo de ver, pouco ambicioso e limitadamente libertário. Acho que o objetivo melhor havia de ser «Contra a discriminação gráfica que sofre a língua galega», para assim libertá-la de qualquer aroma de conflito, algo que pesa como um persistente lastro na dignidade da luita galeguista. Tenho para mim que só uma normativa compatível com a história e o mundo lusófono que nasceu a partir dela poda ser realmente útil, mas não por isso gosto da ideia de renunciar a galeguismos que não logram desvincular-se suficientemente da realidade espanhola que nos envolve.

Contudo, apoio a campanha porque a impassibilidade evidentemente não aproveita e a sua intenção é positiva: «A Associaçom Galega da Língua (AGAL) promove a campanha «Galego em liberdade» para combater a discriminaçom que sofrem as pessoas reintegracionistas. O detonante da campanha foi a denúncia pública do escritor Vítor Vaqueiro, desqualificado num certame literário por causa da sua escolha normativa, isto é, por considerar o galego algo inseparável do português.

Segundo o presidente da AGAL, Miguel R. Penas, «por desgraça, nom estamos diante de um único caso». Da veterana associaçom, com mais de trinta anos de trabalho, asseguram que se trata de «umha prática demasiado habitual» e reprovam que na Galiza do século XXI continue a haver certames que discrimine a participaçom de reintegracionistas só «por puros motivos ideológicos».

Porém, também se dá o caso contrário, assinala Penas, o de «vários prémios que se centram realmente na qualidade literária das propostas e nom na ortografia» […] {Ler mais e assinar no Portal Galego da Língua}

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Orgulho de neofalante

Sou novo falante de galego desde que decidi assumir como própria a língua que a minha mãe, que deseja sempre o melhor para mim, escolheu não me transmitir. Rejeitava ela a fala que tinha aprendido com a família, e que se vinha falando desde que a gente tem memória. Porém, não foi em rigor uma decisão apoiada na carência, mas todo o contrário, alicerçada na estrita provisão de recursos, algo profundamente humano e por isso nada estranho ao amor maternal.

Mas ela já tinha apreendido e mesmo experimentado que o futuro era possível só se a gente falava uma autêntica língua, e que aqueles falares que percebem as favas e as vacas não são ótimos para arranjar um trabalho como os que na modernidade a gente precisa. Por isso, ao tempo que me alimentava com o melhor que brotava do seu peito, também me negava, sem sabê-lo, um alimento que eu tive de apanhar entre o que a ela lhe sobrava, e que na aldeia ainda nascia com a naturalidade do que sempre brotou ali.

Amo a minha mãe, mas detesto a infinita ignorância que a Espanha (todos os seus agentes desgaleguizadores, aquém e além) têm sementado na Galiza, e que faz com que a gente, a partir do exemplo do idioma, não tenha apreço pelas autênticas tradições.

Nunca pensei que tinha adotado o galego face ao meu castelhano inicial por uma atitude antissistema. Acho melhor que foi uma coerência, provavelmente inoculada por via artístico-intelectual, que me levou a sentir como próprio aquilo que rebordava sem trégua sob o leve manto de espanholidade que respiraba à minha volta. É sem dúvida uma questão de sensibilidade, e não só para ser alvo de aquilo que nos marca senão mesmo para ser penetrado por uma realidade que de algum modo se pressente, e que, de um modo íntimo e prévio a todo raciocínio, precisamos absorver.

[Praza Pública, 1/10/2014]

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Transmisión interrompida

Un neno pasea con quen semella ser a súa avoa, e di: «Sabes como se di cometa en inglés?». A señora sorrí negando coa cabeza, e o rapaz responde todo orgulloso: «Papaventos!».

[Caso real, escoitado nunha praia de Arteixo]

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