II Festa da Literatura de Chaves (FLIC II)

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Na próxima quarta-feira, 8 de novembro terá início a II festa da Literatura de Chaves, tendo como entidade organizadora o Clube dos Amigos do Livro de Chaves, instituição que pertence ao Rotary Club de Chaves. Este evento tem como finalidade a divulgação da literatura na cidade e na região apostando quase em exclusivo em autores flavienses e transmontanos em número superior a duas dezenas. […]

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«O teu corpo a oriente e a ocidente», de Pedro Casteleiro

«O teu corpo a oriente e a ocidente», de Pedro Casteleiro, um livro que comporta uma evidente vanguarda ao tempo que mantém um profundo ligame com a mais ancestral tradição poética, tanto com a galego-portuguesa quanto com a da literatura gnóstica universal. […]

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Letras Galegas 2017 (1)

Azeta Letras Galegas 2017 B

Começa uma rica semana em eventos culturais em volta da celebração das Letras Galegas 2017. Hoje e amanhã andaremos polo meu antigo bairro corunhês, a Cubela (entre a Gaiteira e a Estação de Autocarros). Colaboraremos com o nosso querido livreiro Suso da livraria Azeta e andaremos a falar de literatura e a recitar poesia acompanhados dalguns dos maiores vultos da literatura actual, também vizinhos muito prezados. […]

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Apresentação de “Ágora”, de Samuel Pimenta

Samuel Pimenta na Crunha 2016 por Alfredo Ferreiro 1200px

Apresentação do livro Ágora na livraria Sisargas da Crunha (Galiza), com Pedro Campos (música e voz), Iolanda Aldrei, Pedro Casteleiro e o próprio Samuel Pimenta. […]

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Atmosferas: diálogos poético-musicais

Atmosferas: diálogos poético-musicais

A música de Aida Saco Beiroa interaccionará directamente, ao vivo, coas obras poéticas de Sonia Andrade, Pedro Casteleiro, François Davo, María José Fernández, Alfredo Ferreiro, Xosé Iglesias, Antom Laia, Tati Mancebo, Luís Mazás, Teresa Ramiro, Paco Souto e Ramiro Torres […]

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Pedro Casteleiro e Igor Lugris, em foco desde Portugal

Igor Lugris e Pedro Casteleiro, em foco desde Portugal. Curso de Linguística Geral (Através Editora), do primeiro, e Sefer Sefarad (Azeta Edicións), do segundo, figuram atualmente como obras poéticas finalistas no Prémio Literário Glória de Sant’ Anna. […]

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Natal na livraria Carballido

Na Livraria Carbalhido Natal 2015

Recital de poesia e apresentação dos vinhos de Betanços com uva branca-legítima. […]

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Encontro literário e não só

Encontro Literario na livraria Carvalhido Cartaz

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Na esteira de Sefer Sefarad, de Pedro Casteleiro

Na apresentação de Sefer Sefarad, de Pedro Casteleiro, os poetas Alfredo Ferreiro, Táti Mancebo e Ramiro Torres leram textos próprios inspirados num poema do livro apresentado. O ponto de partida foram o verso “Nossa casa cheia de vozes enterradas nas paredes”, pertencente ao poema «A casa vazia». Ei os poemas recitados pelos amigos do autor:

Traição a Pedro Casteleiro

Nossa casa cheia de vozes enterradas nas paredes. Nossa casa de torrões, de minhocas e verdades perseguidas por toupeiras cegadas pola razão de seus dentes e suas garras.

Nossa casa lua cheia de sonhos e serpentes. Nossa casa oráculo mudo de vozes que se prostram e se erguem sobre a terra que não dorme que nos vela e não se rende.

Nossa casa cheia de nozes penduradas das paredes. Nossa casa de chocalhos, amores que nunca morrem, música que não perece.

Alfredo Ferreiro. Arteijo, 7 novembro de 2015.

*

Nossa casa cheia de vozes enterradas nas paredes, plena de um vazio sem pausa quebrando os espelhos desde dentro, na distância infinita de toda razão que não se expanda como a luz no interior dos músculos abertos: eis-nos, entranhados e estrangeiros, cavando no invisível com as mãos em carne viva, avançando no eterno habitado como pura palpitação do real.

Ramiro Torres. A Corunha, 5 de novembro de 2015.

*

Nossa casa cheia de vozes enterradas nas paredes Som de rocha, som de telha Som tamém no fundo de uma botelha Som de auga: pinga, pinga Som de palha: malha, malha Som de fume: lume, lume! Som de branco, som de azul O silêncio num baú As serpes do dessasossego som Requeixo abaixo ao lodeiro vou Som de sonho, som de sono Som de aqui, que aqui não tenho trono que soe o som Toc-toc Som eu Quem som Eu som O som. Táti Mancebo. Arteijo, 7 de novembro de 2015. * Nota: O evento decorreu na “Librería AZETA”, da Corunha, a 8 de novembro de 2015. Participaram, para além destes poetas e de Pedro Casteleiro, Estefania Blanco e Tito Calviño, voz e guitarra respetivamente. {Palavra comum}

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