II Festa da Literatura de Chaves (FLIC II)

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Na próxima quarta-feira, 8 de novembro terá início a II festa da Literatura de Chaves, tendo como entidade organizadora o Clube dos Amigos do Livro de Chaves, instituição que pertence ao Rotary Club de Chaves. Este evento tem como finalidade a divulgação da literatura na cidade e na região apostando quase em exclusivo em autores flavienses e transmontanos em número superior a duas dezenas. […]

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Tiago Alves Costa no Raias Poéticas 2017

Raias Poéticas: Afluentes Ibero-Afro-Americanos de Arte e Pensamento

No passado fim de semana tive a oportunidade de participar no Raias Poéticas ~ Afluentes Ibero-Afro-Americanos de Arte e Pensamento fazendo parte de uma delegação galega composta por Ramiro Torres, Teresa Moure e Tiago Alves Costa. […]

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Apresentação da revista DiVersos no Porto, em Santiago e na Corunha

Revista DiVersos ~ Poesia e tradução nº 25

Nesta semana, na quarta 22 de março em Santiago (20:00 hs. na livraria Chan da Pólvora) e na quinta 23 na Corunha (no café livraria Linda Rama), a revista DiVersos – Poesia e tradução será apresentada na Galiza. São já 20 anos desde a sua fundação (1996-2016) e mais de 300 nomes da poesia que foram aqui publicados, em língua original ou traduzidos. Contaremos nos dous eventos com a presença do seu editor, o amigo José Carlos Marques, da Edições Sempre-Em-Pé, assim como com a do escritor e professor Carlos Quiroga em Santiago e o poeta Ramiro Torres na Corunha. O nosso propósito será, para além de apresentarmos uma revista de que tanto gostamos e na que nos orgulhamos em participar, tentarmos estabelecer as bases para uma colaboração permanente entre galegos e portugueses. […]

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Carlos Pazos-Justo no Culturgal: A imagem da Galiza em Portugal

A imagem da Galiza em Portugal por Carlos Pazos-Justo

Apresentação no Culturgal 2016 do livro de Carlos Quiroga A imagem de Portugal na Galiza, editado pela Através Editora. Apresentou Tiago Alves Costa. […]

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Carlos Quiroga no Culturgal: A imagem de Portugal na Galiza

A imagem de Portugal na Galiza por Carlos Quiroga

Apresentação no Culturgal 2016 do livro de Carlos Quiroga A imagem de Portugal na Galiza, editado pela Através Editora. Apresentou Tiago Alves Costa. […]

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Carlos Taibo no Culturgal: O penálti de Djukić

O penálti de Djukić de Carlos Taibo

O penálti de Djukić de Carlos Taibo: apresentação no Culturgal 2016 (Ponte-Vedra) com Tiago Alves Costa e o autor. […]

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“O fim do Apartheid” na Corunha

Manifesto O fim do Apartheid

O manifesto “O fim do Apartheid”, em favor de maior tolerância gráfica para a língua galega, continua ganhando adesões. São já por volta de 1.100 pessoas preocupadas com a decadente deriva da cultura, reintegracionistas ou não, que têm apoiado o texto com sua assinatura consciente. Porque o texto, não tendo que ser por razões de estilo igualmente satisfatório para tod@s, tem a incontestável virtude de ser muito claro no que às suas intenções diz respeito: reclamar o fim da invisibilidade para uma perspetiva da língua que tem sido marginalizada nas últimas décadas embora alguns dos maiores vultos da intelectualidade do país tenha erguido no seu seio grandes obras e o galeguismo referencial do século XX tivesse reconhecido a sua pertinência. […]

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O grito submergido de Mário Herrero Valeiro

Mais uma vez, Mário Herrero Valeiro defronta-nos com o contraditório. O poeta denuncia a mentira social em que os erros dos homens são pedras pesadas, em que o poema se considera “matéria inerte” ou o próprio ser do poeta figura como “uma falsa lembrança”; mas o amor existe, a vida continua e, embora dolorosamente, as pessoas continuam avançando num equilíbrio custoso sem definitivamente acordar. A mensagem, em fim, é que o equilíbrio existe e que não desistimos dos nossos sonhos. Porque abaixo de qualquer imposição existe um “desejo de arder”, um sentimento que traz à superfície do poema um “grito submergido”, uma vibração que nos lembra que a utopia sempre espera. […]

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Na herança templária

Entrada do castelo de Tomar

A passear por Tomar, por acaso entrei no jardim da Mata Nacional dos Sete Montes, a sul do castelo dos templários. Comecei a caminhar intuitivamente até que topei com um cartaz que anunciava a direção da “Fonte do sangue”. Então pensei: isto é providencial, vou caminho da Fonte do Sangue e eu vestido com a minha camisola de motivos históricos, um dragão e um leão como os que provavelmente teriam usado os descendentes da dinastia galaica que há muito ergueram este castelo na conquista das terras a sul do reino. Assim, sentia, tudo eram felizes indicadores para a minha primeira visita ao castelo templário. Uma visita esotérica sob o sol comum que aos visitantes vulgares aquece.Porém, o caminho perto do castelo nunca chegou a revelar-me a fonte do que quer que fosse aquilo, e o castelo mesmo não quis mostrar-me sua entrada, fazendo-me permanecer sempre por fora de seus muros. O tempo acabava-se enquanto eu andava perplexo o perímetro, e já devia baixar sem demora para comprar o pão na vila. Ao tempo, a minha camisola de profundos alicerces históricos se tornava um fato de simplicidade turística, e as minhas pretensões desejos de tele-novela.

No final da manhã entrei numa livraria de velho em que achei uma edição portuguesa do poeta galego Ernesto Guerra da Cal. O livro tinha uma dedicatória para alguém que o não conservou, ou a quem lhe foi roubado, ou espoliado. Poesia de um galego escrita em português, editada em Portugal e dedicada à Galiza, e o meu país nem sabe nem quer saber o quanto os seus filhos a amam, seus autênticos filhos e não aqueles que a herdam para a malbaratar nos becos que Madrid destina às anomalias e às não declaradas colónias, até por essa colonização tiver começado antes de a colonização ter sido iniciada. E para além desses becos em Madrid não há nada de bom, só deserto e excrementos. Mais além há de novo gente, com certeza boa gente de novo, na ausência da cidade.

Diana, princesa de Poço Redondo

Penso por um instante em comprar o livro do Guerra, mas finalmente dá-me nos olhos uma antologia de poesia portuguesa 1940-1977. Então sim compro, decidido a beber nas fontes do Guerra e deixando este ficar na estante para algum dia voar para a mão de quem precisar descobrir o poeta de além-Minho que se converteu num dos mais reconhecidos especialistas na obra de Eça de Queirós, um galeguinho que fugiu das garras de Franco para lecionar longo tempo nos EUA. Conhecia a antologia, e gostava muito dela desde que o poeta Amadeu Baptista no-la tinha presenteado há muitos anos, e achava que não tinha sido reeditada. Apanhei-na, abri a capa e na portada vi escrito em letra manuscrita o nome de um dos autores da antologia, E. M. de Melo e Castro. Outro espólio, ou talvez o desinteresse dos descendentes de quem tanto amou a poesia.

Deduzi de tudo isto que devia ser uma obra que visa a fraternidade entre poetas, devido a toda a energia poética que contém e a tanta com que deveu ser elaborada. Em verdade, no exato momento em que a vi já sabia a quem a havia de entregar como presente. Assim foi, eu senti imediatamente que acabava de comprar um livro que não havia de permanecer muito comigo, um livro com trinta e cinco anos que ainda pretendia rumar para um outro destino e repousar ainda nas mãos de outro poeta. E não ia ser eu que lhe empecesse o caminho.

*

Para Linda, Gijsbrech e Carlos regentes do parque de campismo de Poço Redondo À burra Diana Aos cães Sexta-Feira e Sábado Aos póneis Barby, Kent e Carlotta Aos gatos Aos insetos que se deixaram salvar na piscina

Resistência? Salvação? Vontade? Patriotismo? Devemos é queimar os montes do nosso egoísmo. Existe a nação ou é só um xarope intelectual? Ouço gritar um burro todas as manhãs tão orgulhoso que semelha cantar. Um burro pagado de si gritando a pleno pulmão é uma potência natural agradável, a afirmação de uma espécie em perigo de extinção mas que ainda não esquece seu lugar no mundo. Brama o burro como um barco que volta ou retorna ao mar-maior, afirmando ele ser o mais fundo peito da serra ou da ria. Barcos galegos e burros portugueses semelham dinossauros preservados pelos erros do capitalismo. E a mim, ainda, escritor galego e poeta já pouco me falta para ser um animal mitológico que um dia alguém julgará não ter existido nunca. Aquele dia em que o barco descansará para recreio dos peixes e os burros continuarão a bradar por séculos sem conta, muito além do que possa ficar da minha memória.

Camping Redondo (Poço Redondo, Junceira), 5-7/9/2015.

{Palavra comum}

 

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