Agustín Fernández Paz, esse matriota

Fico farto de tanto patriota. De tanto agente intelectual que trabalha a pátria desde a concorrência, o estabelecimento de capelinhas, de privilégios, do pedigree sustentado em influências, na perpetuação no poder e na conivência com os chiringuitos. É uma atitude patriarcal que tolera o autoritarismo e faz sucumbir os sentimentos de irmandade, companheirismo e solidariedade (cfr. Cartas a Emilia Pardo Bazán, de Teresa Barro). É de fato o que o sistema antidemocrático espanhol precisa para subsistir sob o ténue manto da democracia. […] Ler mais

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Exercícios bio-saudáveis

Exercicios biosaudaveis_AFerreiro

Fotografia de Alfredo Ferreiro (Outubro de 2014)

«Acarão da igreja românica de Breixa há um sarcófago de pedra. Pertence ao passado da aldeia como mais adiante a outras a ponte medieval da Carixa ou o pórtico do mosteiro de Carvoeiro. Foi achado numa leira que hoje alberga o campo da festa, onde os paisanos dançam, bebem, comem e cruzam na procissão portando a figura do apóstolo Santiago (outrora o santo local era Bartolomeu, de que ninguém sabe se emigrou e se maquina a vingança).

Da igreja chama a atenção o abside e os capitéis com motivos zodiacais. Mais isso acontece enquanto não tangem os sinos, que fazem com que toda a paróquia vibre como um grilo aprisionado numa gaiola de som. Do outro lado do campo da festa é o tele-clube, uma casa de convívio para as atividades dos aldeãos, um antigo prédio que hoje serve para jantarem e fazerem cursos onde outrora a gente nova olhava westerns em Technicolor. […] Ler mais

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