Raias Poéticas: Afluentes Ibero-Afro-Americanos de Arte e Pensamento
Alfredo Ferreiro, Colaborações:, Colóquios, Lusofonia, Narrativa, Poesia, Vídeos

Raias Poéticas 2017: Luís Serguilha

No passado fim de semana tive a oportunidade de participar no Raias Poéticas ~ Afluentes Ibero-Afro-Americanos de Arte e Pensamento fazendo parte de uma delegação galega composta por Ramiro Torres, Teresa Moure e Tiago Alves Costa. Este é o primeiro do cinco vídeos que compõem o nosso contributo plural.

Este evento nasceu, segundo as palavras o produtor e coordenador do evento o poeta Luís Serguilha, há seis anos para
«_________potencializar a criatividade artística, o pensamento como experiência dançante, a interrelacionalidade, a sismologia das sensações, as mutabilidades, as correntezas transfronteiriças das línguas poéticas ibero-afro-americanas, os movimentos giratórios da interrogação estética
_________aproximar a diversidade, as forças das resistências-vivas, as geografias do nomadismo, as intensidades migratórias, as heterogeneidades dos fluxos cortantes.
_________ecoar as multiplicidades, as redobras, a profusão das diferenças, os espelhos dos entre-cruzamentos, criando uma zona de vozes singulares, vozes-devires________holomovimento antecipador da vida.»

{Palavra Comum}

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Raias Poéticas: Afluentes Ibero-Afro-Americanos de Arte e Pensamento
Alfredo Ferreiro, Colaborações:, Lusofonia, Poesia

Raias do pensamento e da arte Ibero-Afro-Americana

Hoje saímos para navegar no Raias Poéticas 2017. Deixaremo-nos levar pelas correntes, exploraremos seus afluentes e tal vez encontremos um novo “Eldorado” mais perto da nossa casa do que cabia pensar…Grato desde já pelo convite do Tiago Alves Costa e do Luís Serguilha, e feliz de contar na expedição galega com a companhia da Joana Magalhães, da Teresa Moure e do Ramiro Torres. Águas ricas em poesia e pensamento livre aguardam por nós, com certeza…
Afluentes Ibero-Afro-Americanos de Arte e Pensamento

«projectar Raias do pensamento e da arte Ibero-Afro-Americana

_________potencializar a criatividade artística, o pensamento como experiência dançante, a interrelacionalidade, a sismologia das sensações, as mutabilidades, as correntezas transfronteiriças das línguas poéticas ibero-afro-americanas, os movimentos giratórios da interrogação estética

_________aproximar a diversidade, as forças das resistências-vivas, as geografias do nomadismo, as intensidades migratórias, as heterogeneidades dos fluxos cortantes.

_________ecoar as multiplicidades, as redobras, a profusão das diferenças, os espelhos dos entre-cruzamentos, criando uma zona de vozes singulares, vozes-devires________holomovimento antecipador da vida.»

{Raias Poéticas}

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Alfredo Ferreiro, Colaborações:

O Concello de Arteixo celebrará este venres 19 de maio a cerimonia de entrega de premios do Certame de Narracións Breves Manuel Murguía

Cartaz 26º Certame Manuel Murguía (2017)Despois de ter dado a coñecer os finalistas, a organización do Certame anunciará a decisión do xurado e procederá á entrega de premios que se celebrará o próximo 19 de maio, venres, ás 20:00 no Centro Cívico e Cultural de Arteixo.

O xurado do certame, composto por Anxos Sumai (escritora e representante da Asociación de Escritoras e Escritores en Lingua Galega), Beatriz Rodríguez Rodríguez (profesora da Universidade de Vigo e representante da Asociación Galega da Crítica), Diego Giráldez (gañador da 25ª edición) e Alfredo Ferreiro Salgueiro (coordinador literario, que asistiu como secretario, con voz e sen voto), decidiu por unanimidade conceder os tres premios ás seguintes obras finalistas (por orde alfabética de autor):

Reversible, de Jesús Amboage García

Corazón de Aquiles, de Noelia Cendán Teijeiro

A semântica oculta de Mrs. Hockett, de Teresa Moure Pereiro

Os tres relatos finalistas serán galardoados con tres premios que contan coa seguinte dotación: 4.000 para o primeiro, 500 para o segundo e 300 para o terceiro.

O acto de entrega ofrecerá ademais outros alicientes para todos os asistentes: a actuación musical do grupo EJazz, as intervencións artísticas do colectivo XIPA (xoves ilustradores e pintores de Arteixo) e un viño de honra como fin de festa.

O evento incluirá ademais unha lembranza da figura de Carlos Casares, escritor homenaxeado este ano no Día das Letras Galegas, mediante a proxección de “A luz de Carlos” en que se fai referencia á relación do autor ourensán con Arteixo.

Contacto: Alfredo Ferreiro (609 653 176)

Coordinador literario do Certame de Narracións Breves Manuel Murguía de Arteixo

[Cfr. web municipal sobre o Certame]

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Certame Manuel Murguía Arteixo 2017 - Xurados
Alfredo Ferreiro, Colaborações:

Finalistas do Certame de Narracións Breves Manuel Murguía de Arteixo

Reunido o xurado o pasado 22 de abril, a organización do Certame de Narracións Breves Manuel Murguía de Arteixo,  anuncia os finalistas e céntrase na cerimonia de entrega de premios que se celebrará o próximo 19 de maio, venres, ás 20:00 no Centro Cívico e Cultural de Arteixo.

Certame Manuel Murguía Arteixo 2017 - XuradosReunido o xurado, composto por Anxos Sumai (escritora e representante da Asociación de Escritoras e Escritores en Lingua Galega), Beatriz Rodríguez Rodríguez (profesora da Universidade de Vigo e representante da Asociación Galega da Crítica), Diego Giráldez (gañador da 25ª edición) e Alfredo Ferreiro Salgueiro (coordinador literario, que asistiu como secretario, con voz e sen voto), decidiu por unanimidade conceder os tres premios ás seguintes obras finalistas (por orde alfabética de autor):

Reversible, de Jesús Amboage García

Corazón de Aquiles, de Noelia Cendán Teijeiro

A semântica oculta de Mrs. Hockett, de Teresa Moure Pereiro

Dos 58 relatos recibidos, 52 foron admitidos a concurso por cumpriren estritamente as bases. Os premios, que se coñecerán durante a cerimonia, contan coa seguinte dotación: 4.000 € para o primeiro, 500 € para o segundo e 300 € para o terceiro.

Como novidade deste ano, a coordinación destaca a presenza no xurado de un membro da Asociación Galega da Crítica, feito que, grazas a un recente acordo de colaboración similar ao precedente coa Asociación de Escritoras e Escritores en Lingua Galega, vincula de maneira máis decidida o Certame ao sistema literario galego.

O acto de entrega ofrecerá ademais outros alicientes para todos os asistentes: a actuación musical do grupo EJazz, as intervencións artísticas do colectivo XIPA e un viño de honra como fin de festa.

O evento incluirá ademais unha lembranza da figura de Carlos Casares, escritor homenaxeado este ano no Día das Letras Galegas, mediante a proxección dunha peza en que se fai referencia á relación do autor ourensán con Arteixo.

Contacto: Alfredo Ferreiro (609 653 176) ~ Coordinador literario do Certame de Narracións Breves Manuel Murguía do Concello de Arteixo

Cfr. Web municipal.

Nota: Em galego-português no Portal Galego da Língua.

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Bolcheviques 1917-2017, por Teresa Moure (coord.)«Em 2017 a Revolução Bolchevique faz 100 anos. Boa parte dos acontecimentos deste século pode interpretar-se em relação ao impacto internacional desses ideais revolucionários e à forma como se puseram em prática: alinhamento de países e guerra fria, competitividade entre o bloco socialista e o bloco capitalista, confrontados no campo ideológico mas também no tecnológico e no militar. Paralelamente, produzia-se um conflito subterrâneo que rompia as fronteiras geográficas: filosofias dissidentes introduziam esse cerne ideológico em novas esferas do pensamento; contraofensivas, como as políticas do bemestar, controlavam o avanço do socialismo em países capitalistas; conceções artísticas, símbolos e vanguardas sociais desenhavam um novo mundo. Tudo ficou alterado. Cem anos depois, a velha guarda comunista aproveitará para reivindicar o legado transformador do bolchevismo; o pensamento ultra-liberal para expor à luz alguns episódios de violência e opressão na sua face mais escura.

Este livro pretende ser o contributo galego para essa necessária revisão; uma maneira de participar neste território da Galiza na voragem, se não daqueles acontecimentos, sim da reflexão sobre o seu impacto histórico e ideológico. Bolchevismo e bolchevismo na Galiza.

Duas editoras, a Xerais e a Através, aceitaram um plano sem precedentes: construírem juntas um único livro em dois volumes, marcando uma via de confluência e de inspiração para a convivência das tradições políticas e ortográficas de quem defende neste país a vitalidade da nossa língua e do ensaio redigido nela.» [Através Editora]

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O manifesto “O fim do Apartheid”, em favor de maior tolerância gráfica para a língua galega, continua ganhando adesões. São já por volta de 1.100 pessoas preocupadas com a decadente deriva da cultura, reintegracionistas ou não, que têm apoiado o texto com sua assinatura consciente. Porque este manifesto, não tendo que ser por razões de estilo igualmente satisfatório para tod@s, tem a incontestável virtude de ser muito claro no que às suas intenções diz respeito: reclamar o fim da invisibilidade para uma perspetiva da língua que tem sido marginalizada nas últimas décadas embora alguns dos maiores vultos da intelectualidade do país tenha erguido no seu seio grandes obras e o galeguismo referencial do século XX tivesse reconhecido a sua pertinência.

No passado 17 de novembro os avanços do manifesto fôrom apresentados na Corunha, contando com a presença do professor da Universidade da Corunha Xosé Ramóm Freixeiro Mato e da poetisa Eli Rios. O debate posterior não eludiu ressaltar algumas incoerências do mundo cultural galego, mas decorreu no ambiente de fraternidade e respeito que só @s mais conscientes dos crus tempos que vivemos sabem alimentar. Como dizia meu avó, lavrador de trás-Deza que houvo de fazer vida na Corunha de pósguerra: «Paciência, ratos, que ardeu o moínho». E diria eu: daí para diante tod@s a ajudar.

{Palavra comum}

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Compromiso por Galicia na Corunha em 2016 por Alfredo Ferreiro
Alfredo Ferreiro, Colaborações:, Língua

Tolerância gráfica

Há já tempos que vimos advogando pública e privadamente pela promoção de uma nova atitude de rotunda tolerância gráfica, nada nova certamente para quem quiser ouvir (cfr. “O galego e os limites imprecisos do espaço lusófono” do professor Xoán Lagares). Uma atitude necessária, democrática e fraterna entre todos os utentes da língua galega, conscientes da luta por um objetivo comum perante as afrontas constantes dos poderes antigalegos e o declínio permanente da cultura. Se o patriotismo existe e serve para algo, não deve ser muito mais do que isto. Por isso o manifesto “O fim do Apartheid”, publicado por um pequeno grupo de pessoas entre as que figura Teresa Moure, me resultou tão grato.

A proposta, se bem entendida, só pode ser boa para a nossa língua. Defendem o possível convívio de vários modos de grafar o galego, de modo que se convertesse em natural apresentar-se a prémios, publicar livros, colaborar na imprensa, figurar nos livros de texto, aceder a prémios da crítica, etc, em qualquer normativa que fosse, e para isso tentam exorcizar a censura ativa e passiva que incontestavelmente sofrem as obras reintegracionistas apelando ao melhor espírito galeguista das agentes culturais, tanto criadoras quanto técnicas.

No entanto, alguns intelectuais não chegaram a compreender o positivo da proposta, embora tenham muito dignamente ocupado seu tempo em valorizá-la. Continue reading

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